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FILIPINAS

Presidente filipino diz que já matou para dar exemplo à polícia

Organizações de defesa dos direitos humanos já tinham acusado Rodrigo Duterte de participar de esquadrões da morte

Presidente filipino diz que já matou para dar exemplo à polícia
Duterte foi prefeito de Davao por 7 mandatos, ocupando o cargo por 22 anos (Foto: Wikimedia)

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Nesta quarta-feira, 14, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse que já matou pessoalmente supostos criminosos quando era prefeito de Davao para dar o exemplo à polícia local. A declaração foi feita durante um discurso para empresários, no qual Duterte falou de sua campanha contra o narcotráfico, alvo de controversa mundial.

Duterte tomou posse como presidente em 30 de junho. Desde então, a polícia informou que matou 2.086 pessoas em operações de combate às drogas. Além disso, outras 3 mil morreram em circunstâncias não esclarecidas, de acordo com o balanço oficial.

Antes disso, Duterte foi prefeito de Davao por 7 mandatos, ocupando o cargo por 22 anos. “Em Davao eu costumava fazer pessoalmente. Apenas para mostrar aos jovens [policiais] que se eu podia fazer, por que vocês não poderiam”.

Organizações de defesa dos direitos humanos já tinham acusado Duterte de participar de esquadrões da morte em Davao. No entanto, ele nunca tinha assumido sua participação. “Se pensam que vou parar porque tenho medo dos grupos de direitos humanos e caras como Obama, desculpe, eu não vou fazer isso”, disse Duterte.

Em setembro, Duterte insultou o presidente americano, Barack Obama, durante uma coletiva de imprensa, em resposta a um repórter que perguntou como ele reagiria caso Obama perguntasse a ele sobre a situação dos direitos humanos durante um encontro que estava marcado entre eles. No final das contas, Obama cancelou a reunião.

O fotógrafo Daniel Berehulak do New York Times ficou 35 dias nas Filipinas neste ano e fotografou 57 assassinatos. “Eu trabalhei em 60 países, cobri guerras no Iraque e no Afeganistão, e passei grande parte do ano de 2014 vivendo na zona afetada pelo ebola da África Ocidental, um lugar tomado pelo medo e pela morte. O que eu vivi nas Filipinas parece um novo patamar de crueldade: policiais sumariamente atirando em qualquer um suspeito de vender ou até mesmo de usar drogas. Vigilantes que levam a sério a ordem de Duterte: matem a todos”.

Berehulak ainda ressaltou que as execuções ocorrem a esmo, sem provas ou julgamentos. Em alguns casos, a vítima tem a cabeça enrolada em um pano e um cartaz colocado no pescoço, escrito “viciado” ou “traficante”.

Fontes:
Folha de S.Paulo-Presidente filipino afirma que já matou para dar exemplo à polícia
Sputinik-Duterte: 'Quando eu era prefeito, os matava com minhas próprias mãos'

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