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Projeto de educação na África une Gates e Zuckerberg

Apoiada por investidores como Bill Gates e Mark Zuckerberg, a Bridge International Academies tenta levar educação privada de baixo custo a milhões de crianças de baixa renda na África

Projeto de educação na África une Gates e Zuckerberg
O modelo educacional inclui o uso de tablets em sala de aula (Reprodução/Bill & Melinda Gates Foundation)

Patrocinada por investidores como Bill Gates e Mark Zuckerberg, a empresa americana Bridge International Academies mantém  um ambicioso projeto que visa levar educação privada de baixo custo a 10 milhões de crianças de baixa renda na África.

A empresa desenvolveu um modelo de educação em massa que tem como base a internet. O projeto foi implantado nas 400 unidades da empresa, que atendem um total de 126 mil alunos, espalhados em países como Quênia, Uganda e Nigéria.

O modelo educacional inclui o uso de tablets em sala de aula e o monitoramento do progresso de cada aluno. O empenho dos professores também faz parte do projeto. Segundo um relatório feito em 2013, pelo Banco Mundial, professores de escolas públicas no Quênia passam, em média, 2h40 por dia em sala de aula. Já os professores das filiais da Bridge no país, passam oito horas por dia lecionando.

Com o sucesso da empreitada, a empresa pretende gerar receita o bastante para expandir seu modelo educacional. Além de Gates e Zuckerberg, acionistas da e-Bay e da editora Pearson também investem na Bridge.

O sucesso do projeto está derrubando o mito de que a educação em massa deve ser responsabilidade dos governos, não das empresas. No entanto, alguns críticos acusam a iniciativa de oferecer uma educação padronizada, que não atende às necessidades das crianças. “Cada criança tem necessidades individuais. Será que esse zelo pela padronização realmente resulta em uma educação melhor para as crianças?”, questiona David Archer, da ONG britânica de combate à pobreza Action Aid.

Fontes:
Valor-Investidores estrangeiros encaram missão de educar zona rural da África

1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    alguns críticos acusam a iniciativa de oferecer uma educação padronizada, que não atende às necessidades das crianças. “Cada criança tem necessidades individuais. Será que esse zelo pela padronização realmente resulta em uma educação melhor para as crianças?”, questiona David Archer, da ONG britânica de combate à pobreza Action Aid.” — acho tal declaração um tanto cínica! Isso é como criticar os filantropos que doam pratos de sopa aos moradores de rua, dizendo que deveriam servir “um tipo de comida diferente” para cada pessoa assistida “conforme as carências nutricionais individuais” delas! Ora, vão.. (tenho que conter minhas palavras, para que meu comentário não seja censurado…)!!
    E daí que que seja ‘padronizado’? Educação ‘padronizada’ é melhor que educação nenhuma! Além do quê, uma vez lançada a base, ‘padronizada’ ou não, será o aluno que irá avançar em seu aprendizado, conforme seu próprio interesse, esforço e condições!

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