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LESTE EUROPEU

Protesto deixa população da Crimeia sem energia

Ação de ativistas nacionalistas radicais provoca um blecaute na região do Mar Negro

Protesto deixa população da Crimeia sem energia
Dois milhões de habitantes precisaram recorrer a geradores de emergência e velas (Foto: Flickr)

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Radicais nacionalistas ucranianos explodiram transformadores e cortaram a transmissão de energia elétrica na Crimeia em 21 de novembro, em uma tentativa de punir a Rússia pela anexação da península no ano passado. A Crimeia depende da Ucrânia em quase todo o fornecimento de energia elétrica e, como resultado desse ato de retaliação à política da Rússia, a maioria de seus 2 milhões de habitantes ficou sem eletricidade e precisou recorrer a geradores de emergência e velas.

O blecaute foi um trabalho de sabotagem da minoria tártara na Crimeia, que se opõe à anexação e ao Setor Pravyi (Setor Direita), um grupo de nacionalistas de extrema-direita. Os dois grupos estavam tentando bloquear o fornecimento de energia elétrica à Crimeia desde setembro. “Não podemos alimentar os bandidos que maltratam nossos compatriotas nos territórios ocupados”, disse Mustafa Dzhemilev, o líder histórico dos tártaros. (É claro, seus compatriotas também sofreram com o blecaute.) Dzhemilev exige a libertação de prisioneiros políticos na Rússia, uma exigência que o governo russo não pretende atender.

O governo da Ucrânia não conseguiu consertar as linhas de transmissão de energia elétrica. Uma unidade da guarda nacional enviada para proteger os reparos retirou-se do local após um confronto com ativistas vestidos com balaclavas. O governo, incapaz de dispersar os manifestantes, e preocupado em manter a neutralidade com a Rússia, suspendeu o comércio com a Crimeia,
enquanto negocia com os ativistas.

Em resposta, a Rússia ameaçou cortar o fornecimento de gás e carvão para a Ucrânia. A instalação dos primeiros cabos submarinos que ligam a Crimeia à rede de energia elétrica da Rússia só será concluída na melhor das hipóteses em 20 de dezembro. Enquanto isso, os habitantes da Crimeia continuarão sem luz elétrica.

Fontes:
The Economist-Power struggle

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