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Surto de ebola

Quais as chances do ebola se alastrar pelo mundo através de viagens aéreas?

Especialista da Universidade de Berlim reuniu dados do trafego aéreo mundial para calcular o alcance global do ebola através de viagens aéreas

Quais as chances do ebola se alastrar pelo mundo através de viagens aéreas?
Segundo o estudo, a ameaça vírus ebola está concentrada na África (Reprodução/Internet)

As viagens aéreas internacionais vêm levantando questões sobre a propagação do vírus ebola para além da África Ocidental. Tendo isso em mente, Dirk Brockmann, especialista em redes do trafego complexas da Universidade de Humboldt, Berlim, reuniu dados do trafego aéreo mundial para calcular quais países estão mais sujeitos a receber passageiros infectados dos três países mais afetados pelo surto: Guiné, Serra Leoa e Libéria.

Leia também: Alarmismo nos EUA pode agravar surto na África

Segundo os cálculos de Brockmann, a cada 100 passageiros infectados, que embarcassem em um voo da Guiné, de Serra Leoa ou da Libéria, 84 desembarcariam em outro aeroporto africano. França e Inglaterra estariam sujeitas a receber três passageiros infectados e os EUA, apenas um.

Os cálculos não refletem o risco absoluto do vírus chegar a um país. Isso porque ele leva em conta um cenário de viagens aéreas normal, em um momento em que muitas empresas aéreas suspenderam ou reduziram voos para países afetados pelo surto.

Contudo, o trabalho de Brockmann elucida dois fatos: o primeiro é que a ameaça vírus ebola está concentrada na África. O segundo é que se os países ocidentais realmente quiserem afastar a ameaça do vírus, devem fazer mais do que suspender voos diretos dos países afetados. Aeroportos de Paris e de Londres tem um grande papel em fazer a ponte aérea de Serra Leoa e da Guiné para o resto do mundo.

Além disso, o paciente liberiano que morreu em um hospital do Texas, EUA, embarcou em um aeroporto da capital liberiana, Monrovia, fez ponte aérea em Bruxelas, capital da Bélgica e, depois, voou para Dallas, no Texas.

Fontes:
The Economist-Ebola's global reach

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Só falta explicar quem foi o (i) responsável pelo visto de entrada do Sr. Suleihman Bah no Brasil e quem foi o (i) responsável pela sua admissão no aeroporto de Guarulhos sem colocá-lo em quarentena.
    Como foram funcionários públicos politicamente corretos, provavelmente esses infelizes nunca serão responsabilizados pelas despesas astronômicas que estão causando ao SUS e à saúde dos povo brasileiro.
    Mais uma razão para justificar o apelido do nosso continente: “América Latrina”.
    O que era razoável, depois de getúlio e perón ficou uma verdadeira m.
    Como dá pare ver, populismo e correção política só nos conduz a falência total.

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