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Desigualdade dos Gêneros

Qual é o melhor lugar do mundo para uma mulher trabalhar?

Os países nórdicos são os que oferecem as melhores condições de um tratamento igual no trabalho para as mulheres

Qual é o melhor lugar do mundo para uma mulher trabalhar?
A Finlândia é o país com o maior número de mulheres com educação superior e de participação feminina no mercado de trabalho (Reprodução/Internet)

Em alguns países o Dia Internacional da Mulher comemorado em 8 de março é um feriado nacional. Porém a igualdade das mulheres no mercado de trabalho ainda é um projeto futuro. Os países nórdicos são os que oferecem as melhores condições de um tratamento igual no trabalho para as mulheres, segundo o último índice da revista The Economist, que analisou as barreiras impostas à ascensão profissional das mulheres. O índice examinou os dados referentes ao nível superior de educação, participação no mercado de trabalho, questão salarial, custos com a assistência às crianças, lincença-maternidade remunerada, acesso aos cursos de extensão ou MBA nas escolas de negócios e participação em cargos mais elevados. Os resultados da avaliação de cada país representaram a média de seu desempenho, de acordo com nove indicadores.

Este ano o destaque coube à Finlândia, com um desempenho ainda melhor do que a Suécia e a Noruega. I (com uma predominância maior em relação aos homens), participação feminina no mercado de trabalho e o percentual de mais de 50% de mulheres, que fazem o Graduate Management Test (GMAT), o exame de admissão às escolas de negócios. A Finlândia também estendeu o prazo de licença-maternidade remunerada por mais duas semanas. A Noruega ainda tem mais mulheres no conselhos de administração das empresas do que outros países, em razão de uma cota obrigatória de 40% estabelecida em 2008, mas a participação das mulheres em postos mais altos foi um pouco menor em comparação ao ano passado. Enquanto o número de parlamentares femininos na Noruega e na Finlândia não se alterou, houve uma ligeira diminuição na Suécia, onde a defasagem salarial entre homens e mulheres aumentou e agora está mais próxima da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A Turquia, que, segundo a OCDE é o pior lugar para uma mulher no mercado de trabalho, foi avaliada pela primeira vez no índice. O país tem a menor participação feminina em cargos elevados (apenas 10%) e a maior defasagem entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Na Coreia do Sul e no Japão a participação das mulheres no mercado de trabalho também é pequena, além de existir uma enorme diferença salarial entre homens e mulheres. Mas a Coreia do Sul se destacou no pagamento líquido dos custos da assistência às crianças, graças a generosos subsídios. A Nova Zelândia teve um desempenho pior comparado ao do ano passado, devido em grande parte ao aumento dos custos líquidos da assistência infantil. A Alemanha teve um resultado melhor (ou pelo menos não piorou) em todos os indicadores, exceto pelo número de mulheres que fazem o exame de GMAT, cerca de apenas um terço de todos os candidatos.

A média da OCDE mostrou melhorias quanto à participação das mulheres em cursos de educação superior, nos conselhos de administração e nos parlamentos, assim como no mercado de trabalho. Mas a defasagem salarial entre homens e muheres aumentou, poucas mulheres ocupam cargos importantes e, em geral, a licença-maternidade diminuiu duas semanas.  Apesar de algumas conquistas, as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer para se igualarem aos homens no mercado de trabalho.

Fontes:
Economist-The glass-ceiling index

1 Opinião

  1. Renato Fregapani disse:

    Mas no Brasil elas não querem tratamento igual, elas querem vantagens.

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