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MERCADO DE TRABALHO

Qualificação é crucial para sobreviver à revolução tecnológica

Trabalhadores devem investir em qualificação para não serem engolidos pela automação e pela inteligência artificial

Qualificação é crucial para sobreviver à revolução tecnológica
Economias devem criar meios que permitam a qualificação de seus cidadãos (Foto: Pixabay)

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O avanço da automação e da inteligência artificial demanda uma nova revolução na educação. Hoje, a longevidade humana somada à rapidez frenética com a qual as coisas mudam torna essencial que as pessoas adquiram novas habilidades ao longo de sua carreira profissional.

Infelizmente, a aprendizagem contínua que existe hoje beneficia majoritariamente grandes empreendedores, o que exacerba a desigualdade. Para lidar com isso, economias de todo o mundo devem criar meios de fazer com que seus cidadãos sigam aprendendo novas habilidades ao longo da carreira.

O mercado está inovando para permitir que trabalhadores se capacitem e trabalhem de forma diferente. Cada vez mais trabalhadores estão aprendendo coisas por conta própria. Isso explica o crescente número de pessoas que buscam se qualificar via cursos online.

Essa mudança requer a participação de parlamentares. A educação é um bem público, cujos benefícios têm efeito em todos os setores da sociedade. Logo, os governos têm um papel essencial não apenas em investir mais em educação, mas em investir de forma mais inteligente.

O maior desafio é tornar o aprendizado de adultos acessível. Uma forma de fazer isso seria criar um sistema de voucher que os cidadãos possam usar para bancar treinamentos e especializações. Cingapura tem um modelo do tipo: cidadãos acima de 25 anos recebem verba para investir em 500 tipos de curso de especialização.

As empresas também podem fazer parte desse processo. A americana AT&T, por exemplo, investe US$ 30 milhões por ano em cursos de especialização para seus funcionários. O mesmo serve para os sindicatos. No Reino Unido, programas de treinamento liderado por sindicatos têm apoio de parlamentares de esquerda e de direita.

Fontes:
The Economist-Equipping people to stay ahead of technological change

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