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Lutas políticas

Quatro anos após a Primavera Árabe, a democracia ainda é uma exceção no Oriente Médio

Apesar da luta dos liberais contra os regimes autoritários em vários países da região, apenas a Tunísia conseguiu estabelecer um regime democrático

 Quatro anos após o início da Primavera Árabe, é fácil esquecer que os proponentes árabes da democracia, do capitalismo de mercado e dos direitos das mulheres foram os instigadores das revoluções que varreram Egito, Tunísia, Líbia, Bahrein, Iêmen e, por último, a Síria, em 2011. A ideia era acabar com o chamado “déficit de liberdade” na região e livrar os países de dos regimes autoritários do século XX. Hoje, no entanto, a democracia é a única opção que não está sendo considerada como um caminho para cessar os conflitos na região.
Isso acontece porque os liberais têm sido excluídos dos debates e negociações. Muitos deles foram para o exílio, como os líderes do primeiro governo liberal da Líbia. Outros, como a maioria dos organizadores da manifestação de 25 de janeiro de 2011, no Cairo, que provocou a queda da autocracia egípcia, estão na prisão.

Se a revolução tivesse cumprido seus objetivos, Maikel Nabil Sanad seria parte de uma nova política no Egito que prometia uma rápida modernização para o país. Em vez disso, o ativista político de 29 anos está em Washington pedindo asilo.

Nabil é apenas um dos milhares de egípcios que pediram asilo aos Estados Unidos. Em 2013, o Egito foi o segundo país com mais requisições, atrás apenas da China. A maior parte dos liberais árabes está presa ou morta.

O único país que obteve sucesso no estabelecimento da democracia foi a Tunísia. Apesar dos constantes ataques de jihadistas, o país mostra que um regime democrático no mundo árabe é possível e que isso não é uma imposição do mundo ocidental.

A democracia continua a ser a única solução viável a longo prazo para uma região que deve equilibrar os interesses de várias religiões e grupos étnicos e encontrar meios para competir nos mercados globais.

Fontes:
Washington Post-Fulfilling the Arab Spring

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