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Polêmica

Rabinos ultra-ortodoxos enfrentam uma batalha contra a tecnologia

Para fazer valer as proibições, eles declararam que aqueles que forem encontrados com aparelhos não-kosher terá seus filhos expulsos das escolas ultra ortodoxas e não serão autorizados a trabalhar nas instituições

Rabinos ultra-ortodoxos enfrentam uma batalha contra a tecnologia
Muitos dos mais jovens têm ignorado a regulamentação ou então compram dois dispositivos móveis (Foto: Pixabay)

Um conselho de alguns dos rabinos ultra-ortodoxos mais respeitados de Israel se reuniu no final de junho para discutir um “grande perigo espiritual”. O aplicativo Whatsapp de mensagens para smartphones está se tornando um método popular de seus seguidores compartilharem fofocas e até mesmo imagens e vídeos “indecentes”.

Então, os rabinos fizeram uma longa lista de decretos, incluindo uma liminar para impedir o uso do Whatsapp, e instruções para comprar smartphones com filtros programados para restringir os serviços de dados, permitindo apenas os conteúdos aprovados pelos rabinos. Para fazer valer as proibições, eles declararam que aqueles que forem encontrados com aparelhos não-kosher terão seus filhos expulsos das escolas ultra ortodoxas e não serão autorizados a trabalhar nas instituições.

No começo era simples manter as influências externas como a televisão fora da comunidade. Afinal, era preciso uma antena, que é difícil de esconder. Sem a concorrência da televisão, o jornalismo impresso continuou a florescer com três jornais diários e dezenas de revistas semanais e mensais específicas para eles. Todas as publicações estão sujeitas à supervisão dos rabinos e muitas vezes à censura. Fotografias de mulheres (mesmo que vestidas moderadamente), por exemplo, são proibidas, assim como as referências a questões sexuais ou reportagens sobre crimes violentos.

Os rabinos tentaram proibir os computadores nas casas, mas eles foram forçados a admitir que eles eram necessárias para o trabalho. Então, eles tentaram proibir o acesso à internet. Nos últimos anos, porém, estas proibições se tornaram irrelevantes; dispositivos conectados à rede móvel têm substituído amplamente as gerações anteriores de telefones celulares. O poder de compra da comunidade ultra ortodoxa é tal que os fornecedores de telefones celulares israelenses concordaram em comercializar smartphones com “conexão kosher”, permitindo apenas os serviços de informação cuidadosamente regulamentados.

No entanto, muitos dos mais jovens têm ignorado a regulamentação ou então compram dois dispositivos móveis: um para chamadas dentro da comunidade, e um escondido no bolso para se manter em contato com o mundo exterior.

Fontes:
The Economist-Digital temptations

1 Opinião

  1. jayme endebo disse:

    Todas as religiões no mundo tem que se adaptar e não censurar ou proibir o mundo exterior,é impossível viver isolado. Qual o receio? contestação de doutrinas? dogmas? perda de tempo o Homem sempre procura a sua verdade.

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