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Rádios da ONU na África fracassam após saída das forças de paz

Precisa-se de novas ideias para outros países que têm rádios financiadas pela ONU

Rádios da ONU na África fracassam após saída das forças de paz
Rádios oficiais da ONU tem sintonização ruim e programas que começam tarde (Reprodução/Internet)

Por duas décadas as missões de paz da ONU geriram estações de rádio. A partir do Camboja em 1992, a ideia era disseminar informações confiáveis antes das eleições. A prática se revelou tão bem sucedida que em 2020 a rádio da ONU já havia se espalhado por 13 países, em sua maioria africanos, incluindo o Congo, a Costa do Marfim e a Libéria. Mas o que acontece quando as forças de paz vão embora?

Em geral a ONU doa o seu equipamento às autoridades locais. Essa abordagem em geral fracassou. No Timor Leste, o herdeiro do kit da ONU, a RTTL“, se parece cada vez mais com um serviço de informação estatal em vez de uma emissora pública autônoma”, de acordo com um relatório independente.

Em Serra Leoa, que outrora abrigou 17 mil membros das forças de paz da ONU, a organização fez uma experiência ousada. Ao fundir sua estação – a mais popular do país – com o Serviço de Transmissão de Serra Leoa (controlado pelo Estado), a esperança era criar uma emissora pública realmente imparcial, uma raridade na África. A ONU forneceu algum financiamento, ainda que a estação devesse se financiar através de anúncios.

Dois anos depois, tudo está longe de estar funcionando bem. A sintonização é ruim devido à técnica precária. Os programas frequentemente começam tarde e sofrem interferências do governo. Claudia Anthony, que recentemente renunciou à presidência da rádio, disse que o governo se intromete amiúde, chegando até a determinar os horários dos anúncios do partido incumbente.

Precisa-se de novas ideias para outros países que têm rádios financiadas pela ONU.

Fontes:
The Economist-Radio Ga Ga

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