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Conhecendo o Taiti

Rangiroa

Nosso programa inicial era um passeio em um barco com fundo de vidro. Paramos em um lugar propício e o pessoal do barco começou a jogar pedaços de pão, e, em seguida, peixes mortos, para atrair a fauna marítima. Aos poucos, chegaram primeiro os peixinhos, depois os de tamanho médio, às dezenas ou mesmo centenas. Depois apareceu aos poucos uma moréia, um estranho bicho que mais parecia um réptil do que um peixe. E, finalmente, dois tubarões. De tamanho pequeno, foto Taitimais ou menos um metro de comprimento, mas mesmo assim dava um arrepio de medo. O interessante é que os tubarões não atacavam os peixes menores, eles estavam interessados nos peixes mortos fornecidos pelo pessoal do barco. O tempo todo tinha um funcionário da equipe dentro da água, monitorando a situação, e não houve qualquer ameaça de ataque a ele.

Depois do programa do barco com fundo de vidro, a maioria dos passageiros ia voltar para o navio, mas minha fiel escudeira Fernanda descobriu que, a cada 30 minutos, havia um barco levando de volta para o navio. A gente podia passar a tarde ali, explorar umas prainhas que podiam ser vistas a algumas centenas de metros. Avistavam-se ao longe uns bangalôs que, ficamos sabendo, faziam parte de um hotel, onde poderíamos comer e beber alguma coisa e dar um mergulho. Perguntei à moça que tomava conta dos barcos a que horas saía o último e ela disse que era às cinco. Como ainda eram 14h30, dava para curtirmos o local.

www2.hiren.infoO caminho para o hotel era uma trilha beirando a costa, bastante rústica, que nos tomou quase meia hora. Havia uma estrada asfaltada, mas visivelmente muito mais longa. Chegamos ao hotel, comemos um sanduíche e tomamos um copo de vinho branco cada um. Demos um mergulho na água de um azul maravilhoso e eu estava pronto para ir embora, argumentando que tinha medo de perder o último barco, e que um copo de vinho era o limite para enfrentar a volta pela trilha. Fernanda, que queria continuar curtindo o lugar, foi se informar e soube que havia um táxi que poderia nos levar de volta. “Um táxi” é exatamente o fato, o vilarejo é servido por um único táxi. Marcamos o táxi com ele para quatro e meia e relaxamos, tomando ao longo de uma hora mais dois copos do gostoso vinho branco.

Pontualmente às quatro e meia fomos para a portaria do hotel para pegar o táxi. Ele não estava lá. O porteiro telefonou para o celular do taxista e soube que ele tinha tido um chamado de urgência, mas que “estava chegando”. Esperamos cinco minutos, mais cinco, quando eram 15 para as cinco o porteiro confessou que não tinha a menor idéia de quando o táxi ia chegar. E o barco que não podíamos perder partia em 15 minutos. Insisti com o porteiro se não havia outra solução, outro carro, mas ele foi peremptório que não.

Não tinha outro jeito. Saímos em desabalada carreira de volta pela trilha, desta vez com três copos de vinho na barriga e com a luminosidade começando a diminuir (o sol se punha às 17h25moananui.wordpress.com). As pernas deste sexagenário corresponderam ao pedido de esforço e fizemos a trilha de volta em quinze minutos, chegando no último minuto para pegar o barco. UFA! E meu pulso ao chegar estava calmo, nos 140 batimentos por minuto, nada mal para a idade.

Ao contrário de todas as outras ilhas que visitamos, que são do arquipélago das Ilhas da Sociedade, esta faz parte do arquipélago de Tuamoto. É o maior atol do mundo, e a variedade de peixes em sua lagoa é incrível.

Alguns passeios oferecidos em Rangiroa:
– Visita à “fazenda” de pérolas negras
– Aula de “scuba”
– Passeio em barco com fundo de vidro
– Mergulhos de “scuba” para mergulhadores experientes
– “Snorkeling” no aquário, com direito a alimentar os peixes
– Visita a um vinhedo

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2 Opiniões

  1. pf disse:

    Interessante. Só faltou postar mais fotos da viagem e informar qual a melhor época do ano para ir ao Taiti.

  2. Benedito Lacerda disse:

    Esse Fernando parece muito gastador. Se vocês quiserem eu passo a viajar por vocês de maneira mais econômica.

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