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TRANSIÇÃO DE PODER

Raúl Castro deixará presidência de Cuba em abril de 2018

Irmão de Fidel Castro não quer novo mandato e espera que seu sucessor seja o vice-presidente Miguel Díaz Canel

Raúl Castro deixará presidência de Cuba em abril de 2018
A saída de Raúl Castro vai encerrar quase seis décadas de poder dos irmãos Castro em Cuba (Foto: Flickr)

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A Assembleia Nacional de Cuba aprovou, na última quinta-feira, 21, uma mudança no programa das eleições gerais, que adiou a nomeação do sucessor do presidente Raúl Castro. Com isso, Raúl, que comandaria o país até 24 de fevereiro de 2018, somente deixará a presidência em 19 de abril.

A mudança de data ocorre depois do adiamento das eleições municipais deste ano devido à destruição provocada pelo furacão Irma, no último mês de setembro. O novo presidente cubano só será eleito após o Parlamento de Cuba ser renovado. O presidente Raúl Castro reafirmou que deixará o poder após o fim do seu segundo e atual mandato. Ele espera que o seu sucessor seja o vice-presidente Miguel Díaz Canel, de 57 anos.

A saída de Raúl Castro vai encerrar quase seis décadas de poder dos irmãos Castro em Cuba, embora Raúl continue na liderança do Partido Comunista Cubano (PCC) até 2021, quando ocorrerá o próximo congresso da organização. O possível sucessor, o engenheiro Miguel Díaz, nasceu após a revolução de 1959, que colocou os irmãos Castro no poder.

No entanto, a tarefa não será fácil para o futuro chefe de Estado cubano. As relações com os Estados Unidos pioraram depois que Donald Trump assumiu a presidência americana. Além disso, o principal apoio econômico de Cuba, a Venezuela, passa por uma grande crise. Dessa forma, a política cubana enxerga a necessidade de fortalecer seus pilares, com o próximo presidente tendo uma delicada operação.

Mesmo com os problemas com seus parceiros, a economia cubana cresceu 1,6% em 2017, segundo o ministro Ricardo Cabrisas. O dado surpreendeu a todos, contradizendo as previões de grande parte dos economistas, visto que, recentemente, Cuba passou por uma recessão em 2016, a crise da Venezuela e o desastre do furacão Irma. De acordo com Cabrisas, o turismo cubano cresceu, assim como os setores de transportes, comunicações, agricultura e construção civil, permitindo a expansão econômica.

No encerramento da sessão do Parlamento, Raúl Castro acusou o presidente Donald Trump de inventar desculpas para minar as relações bilaterais estabelecidas em 2015, durante o governo do ex-presidente Barack Obama.

“Neste retrocesso, os Estados Unidos recorrem novamente à fabricação artificial de pretextos que justifiquem o regresso a políticas fracassadas e universalmente rejeitadas. [Em] 2017 fomos testemunhas de uma séria e irracional deterioração das relações entre Estados Unidos e Cuba, que afetam sensivelmente os vínculos entre os povos e as famílias”, destacou Castro.

Fontes:
El País - Cuba adia a sucessão de Raúl Castro por dois meses
Exame - Raúl Castro deixará a presidência de Cuba em abril de 2018

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