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INTEGRIDADE

Reality show da honestidade faz sucesso

Telespectadores votam no funcionário público mais honesto do programa

Reality show da honestidade faz sucesso
O reality show começou no Nepal em 2014 e desde então se espalhou para o Paquistão, Mali, Libéria, Nigéria e África do Sul (Foto: Twitter/@IntegrityIdolML)

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Um programa, estilo reality show, está fazendo muito sucesso do Nepal à Nigéria. Na mesma semana que dois funcionários públicos na Nigéria foram ao tribunal por desviar fundos do Dia Internacional Anticorrupção, os finalistas do “Integrity Idol” foram anunciados. No reality show, funcionários públicos honestos, que trabalham em países corruptos, alcançam glória, fama e ocasionalmente, uma galinha viva. Mais de dez milhões de pessoas assistiram o programa e mais de 400 mil votaram no seu candidato favorito.

O reality show começou no Nepal em 2014 e desde então se espalhou para o Paquistão, Mali, Libéria, Nigéria e África do Sul. Cinco finalistas, examinados por uma comissão de juízes, são escolhidos para serem entrevistados. Eles explicam o motivo pelo qual merecem ganhar.

Não é fácil achar bons concorrentes. O período de indicação na Nigéria, por exemplo, teve que ser estendido, por falta de bons candidatos. Alguns se acham qualificados apenas por chegarem no trabalho na hora certa.

O programa diz ficar fora da política. Autoridades eleitas não podem ser indicadas. Em alguns países, membros do exército também não. Mesmo assim, o programa é como uma tapa na cara dos políticos por conta de seu timing. No ano passado, o programa foi ao ar na Libéria, enquanto as eleições presidenciais estavam sendo investigadas por fraude.

É difícil dizer o impacto que o programa está tendo, mas o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) já começou a medir isso. Segundo Gareth Newha, do Instituto de Estudos de Segurança da África do Sul, a maior contribuição do programa vai ser a mudança na atitude das pessoas. “Muitos jovens acreditam que só vão conseguir um emprego se pertencerem ao partido governante. O que falta é o foco em pessoas comuns que fazem um bom trabalho”, explica.

Fontes:
The Economist-Can a reality TV show discourage corruption?

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