Início » Internacional » Rebeldes ganham território, mas regime reage com brutalidade
O conflito na Síria

Rebeldes ganham território, mas regime reage com brutalidade

As forças de oposição estão se saindo melhor que o esperado, mas o regime responde com táticas ainda mais sórdidas

Rebeldes ganham território, mas regime reage com brutalidade
Ofensiva do Exército Livre Sírio sinaliza fim de cessar-fogo (Reprodução/Internet)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O cessar-fogo sírio negociado por Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU enviado como embaixador ao país, está se desfazendo. Após várias semanas sendo agredidos pelas forças governamentais quase sem reagir, grupos de rebeldes armados unidos sob a égide da Exército Livre Sírio estão agora na ofensiva e ganham território. Diversas cidades estão agora sob o controle do grupo, algumas das quais se uniram aos rebeldes após negociações secretas com unidades do governo exaustas.

A disposição e organização dos rebeldes melhorou devido a um crescimento, ainda que modesto, da estrutura de comando. Em algumas áreas, conselhos militares substituíram comitês provisórios. Os braços político e militar dos rebeldes podem estar prestes a dar fim a meses de conflitos. O ConselhoNacional Sírio, que considera que assumirá o governo em breve, escolheu como seu novo líder Abdelbaset Sieda, um curdo moderado que já expressou simpatia pelo Exército Livre Sírio.

Armamentos leves, dinheiro e telefones via satélite – há muito prometido por simpatizantes – estão começando a chegar às mãos dos rebeldes. A maior parte vem de ricos árabes do Golfo que não concebem outromodo de influenciar um conflito que já tomou 12.000 vidas. Até mesmo empresários sírios que moram fora do país e só costumavam dar doar dinheiropara clínicas médicas têm tido mais disposição para financiar armamentos.

LEIA MAIS:  http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/onu-suspende-missao-na-siria/

Ainda assim a oposição não é páreo para a força militar do regime, que está recorrendo a táticas cada vez mais brutais. Helicópteros foram usados para atacar Haffe, uma cidade no oeste cercada por forças do governo há mais de uma semana. Relatos de simpatizantes dos rebeldes sendo queimados vivos se tornaram comuns. A ONU diz que cada vez mais crianças são torturadas e mortas, frequentemente por uma milícia pró-governo conhecida como shabiha. Quase todos os shabihas fazem parte da seita xiita minoritária alawita, a mesma de Assad. As comunidades alawitas temem cada vez mais por sua segurança e encorajam os seus jovens a se unirem à milícia. Em um funeral recente, alawitas criticaram o regime por não se esforçar mais para protegê-los.

Elementos radicais entre os alawitas no noroeste estariam considerando um plano para desocupar um vilarejo sunita próximo e criar um estado sectário que seja de fácil defesa. Isto poderia explicaar os massacres recentes em Houla e Qubeir, vilas agrárias situadas na fronteira entre as áreas de maioria sunita e a terra natal alawita.

Fontes:
The Economist-With both barrels

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *