Início » Internacional » Reformando a política do filho único
China

Reformando a política do filho único

É possível que a China tenha começado a desmontar sua política do filho único, medida que conta com o apoio de especialistas

Reformando a política do filho único
Monges sem um templo: política do filho único começa a perder força na China (Reprodução/EPA)

Por mais de três décadas, os burocratas que fiscalizam a política de filho único da China estiveram entre os mais onipresentes, e mais odiados, do país. Agora, eles estão prestes a perder grande parte de seu poder, após um rearranjo do governo anunciado em 10 de março. A questão é se essa medida representa o começo do fim da política do filho único em si.

Essa notícia foi divulgada em uma sessão do Congresso Nacional Popular, a legislatura nacional, que terminou dia 17 de março e foi usada pelo governo para anunciar fusões ministeriais. A mudança mais intrigante é a reorganização que incorporará a burocracia responsável pelo planejamento familiar, criada unicamente para controlar o crescimento populacional, e que agora fará parte da nova Comissão de Saúde e Planejamento Familiar. Membros do partido afirmaram que isso não significa que a política de filho único está prestes a acabar. Mas a fiscalização pública da política está se intensificando, bem como a pressão para afrouxá-la ou simplesmente descartá-la.

Wang Fenf, demógrafo e diretor do Centro Brookings-Tsinghua de Políticas Públicas em Beijing, acredita que a opinião pública acabará forçando o fim da política e que a reorganização do governo deu início à contagem regressiva. Outrora era um pilar inatacável do governo, a política subitamente parece ter se tornado frágil.

Fontes:
The Economist-Monks without a temple

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Élio J. B. Camargo disse:

    A China, independentemente do mérito, é o único pais a ter uma política para diminuir a superpopulação e consequentemente sua ação sobre o meio-ambiente. A política forçada do filho único, evitou cerca de meio bilhão a mais na sobrecarregada carga que o planeta tem de sustentar.
    O planeta não consegue sustentar tal desequilíbrio populacional de uma espécie sem predador. Esta espécie vai se autodestruir por sua incapacidade de se autoregular.
    A limitação populacional, por incentivo ou qualquer outro meio, é a única solução, já que o perfil consumidor só tende a crescer com o aumento da renda mundial. Ainda bem que as mulheres que entram no mercado procuram limitar sua prole, ajudando a diminuir a carga populacional. No Brasil, falta uma política de incentivo e ajuda de fato às mulheres para que tenham menos filhos, contribuindo assim com o planeta.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *