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Espionagem cibernética

Regin e a espionagem cibernética

O ataque cibernético dos sofisticados vírus de computador no século XXI

Regin e a espionagem cibernética
A espionagem acompanhou a evolução digital do mundo (Reprodução/Satoshi Kambayashi)

Se fossem perguntados por que espionam os computadores de seus rivais (e aliados), os criadores do Regin, um sofisticado vírus de computador, que, por sua complexidade, parece ter sido desenvolvido por um governo do Ocidente, provavelmente diriam o mesmo que um ladrão de banco, “porque é onde os segredos estão”.

A espionagem acompanhou a evolução digital do mundo. Regin é o programa invasor mais recente de uma tendência de ataques cibernéticos descobertos em 2010, quando Stuxnet, um software desenvolvido pelos Estados Unidos e por Israel, sabotou parte do programa nuclear do Irã. Desde então, surgiram outros programas invasores como Flame, Red October, DarkHotel, mas muitos ainda circulam nas redes de computadores do mundo inteiro sem serem detectados. Porém, ao contrário da espionagem indiscriminada de Edward Snowden, esses softwares destinam-se, como a espionagem tradicional, a determinados governos e pessoas.

A espionagem cibernética tem dois aspectos delicados. Um deles é o baixo custo de reunir informações, o que estimula a coleta crescente de dados. Além disso, as armas cibernéticas incentivam a espionagem econômica direcionada mais para lucros corporativos do que para a segurança nacional. O Ocidente queixa-se há muito tempo da espionagem da China e da Rússia em seus segredos industriais. Mas os Estados Unidos também têm seus alvos. Segundo as informações reveladas por Snowden, os espiões americanos têm um grande interesse na estatal brasileira Petrobras.

Fontes:
The Economist-Attack of the cybermen

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