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Trono saudita

Rei Abdullah, da Arábia Saudita, morre aos 91 anos

De acordo com a TV estatal da Arábia Saudita, Abdullah será sucedido por seu meio-irmão, o príncipe Salman Ben Abdel Aziz, de 79 anos

Rei Abdullah, da Arábia Saudita, morre aos 91 anos
Rei Abdullah em foto de junho de 2014 (Fonte: Reprodução/AP)

A TV estatal da Arábia Saudita informou que o rei Abdullah bin Abdul Aziz morreu na madrugada desta sexta-feira, 23 (noite de quinta-feira, 22, no Brasil).

Ainda de acordo com a TV, Abdullah será sucedido por seu meio-irmão, o príncipe Salman Ben Abdel Aziz, de 79 anos.

Embora não se conheça a data exata do nascimento do rei Abdullah, agências de notícias afirmam que ele tinha 91 anos. O irmão mais novo de Abdullah, Muqrin bin Abdul Aziz, agora passa a ser o novo príncipe.

Abdullaj assumiu formalmente o trono em 2005 após a morte de seu irmão Fahd, mas na prática já governava o país desde 1995, quando Fahd sofreu um AVC.

Internado desde o dia 31 de dezembro, a casa real informou no início de janeiro que o rei sofria de pneumonia e teve que ser entubado “para ajudá-lo a respirar”. O motivo de sua morte não foi revelado.

O rei Abdullah era visto como um reformista, ampliando a participação das mulheres na sociedade saudita, e um dos principais defensores da paz no Oriente Médio. Além disso, apoiou a educação de forma significativa, tendo como um dos seus projetos mais ambiciosos uma universidade no estilo Ocidental.

Durante seu reinado, Abdullah aceitou pela primeira vez a presença de mulheres no Sura, conselho não eleito que aconselha a monarquia. A promessa era de que em 2015 as mulheres poderiam votar e disputar eleições para conselhos municipais.

As mudanças promovidas por Abdullah tiveram grande repercussão na Arábia Saudita. Em relação à política externa, o rei era um aliado poderoso dos EUA, unindo-se a Washington na luta contra a Al Qaeda.

Mais recentemente, o rei pressionou o governo Obama a adotar medidas mais duras contra o Irã e a conter os rebeldes que combatem na Síria para derrubar o presidente Bashar al-Assad.

Abdullah usou a influência da Arábia Saudita, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, para tentar moldar o Oriente Médio.

De acordo com a revista Forbes, Abdullah tinha 22 filhos. A Associated Press fala em mais de 30 filhos de cerca de uma dúzia de mulheres.

Em vídeo divulgado no YouTube no ano passado, duas filhas do rei Abdullah acusaram o pai de mantê-las encarceradas há 13 anos. Elas pediram ajuda à comunidade internacional para serem libertadas.

A Arábia Saudita agora enfrenta tempos difíceis. O preço do petróleo — praticamente a sua única fonte de receita — está caindo. Os EUA podem alcançar um acordo nuclear com o Irã. A inquietação dos jihadistas do Estado Islâmico também preocupa. Os liberais e conservadores sauditas estão insatisfeitos com o ritmo das reformas, e a minoria xiita está crescendo inquieta. A saúde do sucessor de Abdullah, o príncipe Salman Ben Abdel Aziz, é frágil, e o próximo da linha de sucessão do trono saudita, o príncipe Muqrin, tem 69 anos.

Fontes:
G1 - Morre rei Abdullah, da Arábia Saudita

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