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Saúde da mulher

Relatório revela que muitas mulheres sofrem maus-tratos durante o parto

Tratamento abusivo por parte de profissionais da saúde, a negligência e o desrespeito acabam afastando mulheres dos hospitais

Relatório revela que muitas mulheres sofrem maus-tratos durante o parto
Dar à luz em um hospital reduz as chances de complicações fatais no parto, dizem profissionais da saúde (Foto: Flickr/Tom Adriaenssen)

Um novo relatório publicado na revista PloS Medicine com informações de 34 países revela que muitas mulheres sofrem maus-tratos durante o parto. O tratamento abusivo por parte de profissionais da saúde, a negligência e o desrespeito acabam afastando mulheres dos hospitais, o que compromete as metas internacionais de redução de mortes no parto: atualmente em cerca de 300 mil por ano.

A maioria das mortes maternas é evitável. As fatalidades geralmente se devem a problemas como hemorragias, infecções e pressão arterial elevada. Muitas vezes, para salvar a vida da mulher, o tratamento deve ser rápido e administrado por um especialista.

Autoridades de saúde dizem que a chave para reduzir a mortalidade materna é aumentar a proporção de mulheres que dão à luz em hospitais. Mas as mulheres irão continuar a dar à luz em casa se acharem que receberão tratamentos abusivos.

“Imaginar que as mulheres são maltratados em um momento tão especial é verdadeiramente devastador”, disse Meghan A. Bohren, pesquisadora da Organização Mundial de Saúde (OMS) e uma das autoras do novo relatório.

A OMS já havia manifestado preocupação com essa questão em um comunicado de 2014 que citava muitas formas de abuso, como mulheres sendo submetidas à força a procedimentos médicos, incluindo a esterilização, e mães e bebês “sendo mantidos em detenção em instalações médicas por falta de pagamento”.

O artigo da PLOS compila informações de 65 estudos, mas não fornece novos dados ou estatísticas sobre a frequência com que esses abusos acontecem. Ele cita vários estudos que fazem estimativas baseadas em grupos de até 2 mil mulheres cada. Por exemplo, um estudo na Nigéria descobriu que 98% das 446 mulheres que participaram relataram maus-tratos. Em outro estudo, com base em 593 mulheres na Tanzânia, a porcentagem de mulheres que relatou abusos ficou em 28%.

Fontes:
The New York Times - Report Shows Widespread Mistreatment by Health Workers During Childbirth

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