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República Centro-Africana: onde granadas custam menos de US$ 1

Mais baratas que latinhas de Coca-Cola, granadas ameaçam a segurança do país, em guerra civil desde 2013

República Centro-Africana: onde granadas custam menos de US$ 1
A falta de segurança nas fronteiras e nos arsenais do governo facilita o acesso dos rebeldes (Reprodução/BBC)

A República Centro-Africana, assim como muitos países do continente africano, sofre com problemas sociais graves. O país vive em estado de guerra civil desde que a coalizão muçulmana Seleka depôs o presidente François Bozizé, em março de 2013, e Michael Djotodia assumiu o poder. O país, de maioria cristã, passou a ter um muçulmano no comando, que deu espaço para sua milícia perseguir e massacrar os cristãos.

Em janeiro de 2014, a pressão internacional fez Djotodia abandonar sua nação e partir para o exílio. Desde então os Selekas e os Balakas (milícia cristã), se enfrentam, obrigando milhares de civis a abandonar suas casas para fugir do conflito.

Uma pesquisa realizada na República Centro-Africana mostrou que as armas que estão nas mãos dos rebeldes são fabricadas em mais de dez países diferentes. O estudo afirma que o impacto do comércio de armas nessa sociedade pode ser “duradouro” e “devastador”.

Granadas são o principal problema

“As granadas de mão são o equipamento militar mais comum na República Centro-Africana. Essas granadas são tão comuns que supostamente podem ser compradas pelo equivalente a US$ 0,50 a US$ 1 (R$ 1,40 a R$ 2,80) cada, valor inferior ao de uma latinha de Coca-Cola”, assinala a pesquisa.

Ainda segundo o relatório, as granadas têm gerado um grande impacto na segurança local. Fáceis de esconder, elas são a principal causa de ferimentos e mortes de civis no país. Um lote com mais de 25 mil explosivos do gênero foi encontrado pelos pesquisadores. Eles eram fabricados na China e tinham como destino o Quartel-General do Exército Real do Nepal, porém as Forças Armadas do país negaram utilizar esse tipo de armamento.

A falta de segurança nas fronteiras e nos arsenais do governo facilita o acesso dos rebeldes às armas, que muitas vezes são contrabandeadas de países vizinhos.

“Em 2013, chegaram, pelo menos, dois carregamentos de armas do Sudão a Bangui por via aérea. As munições chinesas e supostamente iranianas presentes na República Centro-Africana parecem ter sido transferidas do Sudão. No caso da China, isso poderia envolver a violação do acordo sobre o consumidor final entre Pequim e Cartum”, conclui o relatório.

Fontes:
BBC-O país onde uma granada custa menos do que uma Coca-Cola

1 Opinião

  1. Hugo Leonardo Filho disse:

    Creio que os governos africanos apostam na morte como uma solução definitiva para todos os problemas sociais do continente. Granadas a um dolar é política de extermínio; significa dizer que uma vida vale centavos.

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