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O risco de explosão dos cigarros eletrônicos

As baterias de lítio dos eletrônicos podem superaquecer e explodir repentinamente

O risco de explosão dos cigarros eletrônicos
Os e-cigarretes chegaram no mercado americano em 2007, como uma alternativa para cigarros tradicionais (Foto: Wikimedia)

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Nos Estados Unidos, dúzias de pessoas estão processando fabricantes de cigarros eletrônicos após os aparelhos explodirem de repente, causando ferimentos graves. A causa das explosões seriam as baterias de lítio de baixa qualidade embutidas nos dispositivos.

Muitas das baterias dos cigarros eletrônicos são produzidas por empresas chinesas, o que dificulta o julgamento dos casos em tribunais americanos. Geralmente, os advogados, então, nomeiam todos na cadeia de fornecedores como réus.

Os e-cigarettes chegaram no mercado americano em 2007 como uma alternativa aos cigarros tradicionais. O dispositivo aquece nicotina líquida e outros ingredientes, transformando-os em um vapor, que o usuário inala. Mas usuários e advogados dizem que o setor de US$ 3,5 bilhões não está fazendo o suficiente para consertar o problema das baterias de baixa qualidade, que podem explodir inesperadamente.

Rachel Berven, da cidade de Modesto, na Califórnia, processou a empresa Switch to Vapor em março por negligência, depois que seu cigarro eletrônico explodiu, abrindo um buraco em sua boca e queimando seu rosto e pernas. A empresa não comentou o caso.

O advogado de Nova York Marc Freund, que defende um adolescente que ficou parcialmente cego por causa de uma explosão em um quiosque de shopping e uma mulher que diz ter sofrido queimaduras de terceiro grau quando a bateria explodiu em seu bolso, diz que é uma questão de produção precária e irregular, com avisos de segurança que nunca chegam aos consumidores.

Grupos da indústria apontam o número total de usuários dos cigarros eletrônicos em comparação aos poucos casos de acidentes com os dispositivos. Eles argumentam que, geralmente, os acidentes são causados por erros do consumidor, o que torna qualquer acusação de explosão duvidosa.

No Brasil, a venda de cigarro eletrônico é proibida pela Anvisa. O argumento é que, além de nicotina, o dispositivo possui outras substâncias que podem ser nocivas à saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), já igualou o cigarro eletrônico ao tradicional nas questão da proibição do fumo em locais fechados, limites à publicidade e à venda para menores.

Fontes:
The Wall Street Journal-E-Cigarette Users Sue Over Exploding Devices

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1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Anvisa hipócrita. Os cigarros comuns não contem nicotina e mais 4.700 substâncias nocivas à saúde?

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