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RESPOSTA DA ONU

Rússia barra ação conjunta contra barbárie na Síria

Moscou defende governo sírio em reunião do Conselho de Segurança

Rússia barra ação conjunta contra barbárie na Síria
Sírios criticam apoio de Putin a Assad no Conselho de Segurança (Foto tirada em fevereiro de 2012/ Flickr)

O presidente sírio Basharl al Assad perpetrou um dos ataques mais bárbaros com armas químicas em anos na Síria, matando cerca de 72 pessoas, incluindo pelo menos 20 crianças, na província de Idlib no noroeste do país, considerada a última fortaleza dos rebeldes sírios.

Grã-Bretanha, França e EUA apresentaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU pedindo uma investigação, mas a Rússia, um dos principais apoiadores do governo do ditador sírio, disse que qualquer resolução seria “inaceitável”, preparando o cenário para um confronto no órgão.

Moscou saiu em defesa de Assad nesta quarta-feira, 5, alegando que a aviação síria teria bombardeado um armazém terrorista com substâncias tóxicas. De acordo com o governo russo, ao explodir o depósito, os gases nocivos se disseminaram pela região. A Rússia informou que vai continuar com suas operações de apoio ao ditador sírio.

A Casa Branca disse que o ataque “não pode ser ignorado” e culpou o governo sírio, mas também disse que era “uma consequência da fraqueza e irresolução” do último governo de Barack Obama. Trump descartou novas medidas para expulsar Assad do poder, dizendo que isso seria “impraticável”. A oposição síria disse que as recentes declarações do governo americano de que Assad não é uma prioridade teriam encorajado Assad a realizar o ataque.

A comunidade internacional condenou a matança na síria. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, declarou em Bruxelas que “crimes de guerra estão acontecendo”. Doadores convocados pela União Europeia estão reunidos na cidade para angariar fundos para ajuda humanitária.

O Papa Francisco chamou o ataque de um “massacre inaceitável”. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, deplorou “o uso dessas armas bárbaras” e Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, apontou o governo da Síria como o principal responsável.

A guerra já dura mais de seis anos. Mais de um quarto da população do país, ou cinco milhões de sírios, estão refugiados. Pelo menos 400 mil pessoas estão mortas. Segundo a Unicef, o ano passado foi o pior para as crianças sírias.

 

Fontes:
The New York Times - Syria Chemical Attack Is Condemned, as U.N. Security Council Prepares to Meet

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1 Opinião

  1. Lucinda Telles disse:

    Desculpa esfarrapada, até os generais brasileiros (como diria o Bento Carneiro: bhurrpt) sabem que não se pode bombardear um depósito de armas químicas. Eles não tem órgãos de inteligência militar?

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