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NUVEM RADIOATIVA

Rússia detecta radioatividade 986 vezes maior que o normal

Agência russa confirma concentração extremamente elevada do isótopo radioativo ruténio-106 em várias partes do país

Rússia detecta radioatividade 986 vezes maior que o normal
Isótopo é o mesmo que formou uma nuvem radioativa na Europa no final de setembro (Foto: Divulgação/ IRSN)

A agência russa de meteorologia Rosgidromet confirmou na última segunda-feira, 20, que registrou em várias partes do país concentrações “extremamente elevadas” do isótopo radioativo rutênio-106, que formou uma nuvem radioativa que cobriu a Europa entre o final de setembro e o início de outubro.

“Sondas de aerossóis radioativos das estações de observação em Argayash e Novogorny foram implementados para controlar o radioisótopo Ru-106 entre 25 de setembro e 1º de outubro”, informou a entidade russa, confirmando relatórios de diversas agências meteorológicas europeias.

Ainda segundo a entidade, a maior concentração do isótopo foi registrada em Argayash, uma aldeia na região de Chelyabinsk, no sul dos montes Urais. De acordo com os registros da agência russa, o nível de poluição no local esteve 986 vezes maior que a poluição natural. A aldeia fica a 30 km do complexo nuclear de Mayak, que em 1957 registrou o terceiro pior acidente nuclear da história, atrás apenas dos acidentes de Fukushima e Chernobyl. Hoje, a usina é utilizada para tratamento de combustível nuclear usado.

Apesar da proximidade do complexo de Mayak, a Rosgidromet não revelou alguma indicação de que a concentração de rutênio-106 tenha sido provocada por um acidente nuclear.

A agência russa ainda informou que o isótopo também foi detectado na república russa do Tartaristão, antes de ser localizado em “todos os países europeus, a partir da Itália até aos países do norte da Europa”.

A nuvem radioativa começou a ser detectada no continente europeu em 27 de setembro e um relatório do Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) da França apontou que a região mais provável de origem do rutênio-106 se situava entre o rio Volga e os montes Urais, entre a Rússia e o Cazaquistão.

Apesar de a nuvem ter coberto toda a Europa, o instituto francês informou que o isótopo não oferece riscos à saúde humana nem ao ambiente. O rutênio-106 é produto de uma divisão de átomos em um reator nuclear e é usado para tratamentos médicos.

Fontes:
The Guardian-Russia reports radioactivity 986 times the norm after nuclear accident claim
BBC-A misteriosa nuvem radioativa que cobriu a Europa por mais de 15 dias

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2 Opiniões

  1. Markut disse:

    O homem continua brincando de Aprendiz de Feiticeiro.
    Soube começar,mas não sabe como parar.

  2. Jorge Hidalgo disse:

    juntando isso à outra matéria sobre o fim do “mundo”, que eu digo fim da “civilização”, está aí a fórmula do desastre…adeus terráqueos…

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