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Os problemas de Putin

Rússia: uma economia fragilizada

A crise é mais iminente do que o Ocidente ou Vladimir Putin têm consciência

Rússia: uma economia fragilizada
A economia já fragilizada da Rússia corre o risco de entrar em recessão (Reprodução/Internet)

Os problemas de Vladimir Putin não são poucos, muitos deles criados por sua política de governo. Depois da carnificina no Leste da Ucrânia, Putin continua a instigar a revolta no país. As relações com o Ocidente são tensas, ainda mais preocupantes agora com as críticas da Alemanha devido à crise ucraniana. Os conflitos violentos separatistas e étnicos nas repúblicas de maioria mulçumana nas fronteiras da Federação Russa continuam. E dentro do país crescem os protestos contra a ação do governo na Ucrânia. Mas um problema tem repercussões ainda mais sérias: a economia já fragilizada da Rússia corre o risco de entrar em recessão.

Algumas das dificuldades econômicas da Rússia são bem conhecidas. Nos últimos anos, a economia foi impulsionada pelas exportações de gás natural, petróleo e derivados da indústria petroquímica. No entanto, diante da crise mundial e da queda dos preços do petróleo, de uma média de quase $110 por barril no primeiro semestre do ano para menos de $80, as perspectivas são ainda mais sombrias. Mais de dois terços das exportações provêm do setor energético.

O rublo caiu 23% em três meses. As sanções impostas pelo Ocidente também aprofundaram a crise, em razão de os banqueiros aplicarem medidas restritivas não só aos amigos íntimos de Putin, como também a uma parte considerável dos negócios russos. Os anos de cleptocracia tiveram um efeito corrosivo na Rússia. Grande parte da riqueza do país foi dividida entre os amigos de Putin.

A crise é iminente. As defesas da Rússia estão cada vez mais frágeis e poderão sofrer um duro teste, tanto pela queda mais acentuada do preço do petróleo, quanto pelo reescalonamento da dívida das empresas russas e novas sanções do Ocidente. Quando as economias estão fragilizadas, a economia internacional com frequência exacerba a crise financeira com mais rapidez do que a expectativa de políticos e investidores.

As ações têm consequências, como talvez aprenda Putin algum dia. O mundo não fica passivo perante a invasão de outro país. E o mesmo acontece com a economia. Se Vladimir Putin tivesse se preocupado mais em fortalecer a economia da Rússia do que enriquecer seus amigos, não estaria tão vulnerável agora.

Fontes:
The Economist-A wounded economy

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    Os Estados Unidos da América, país que era o maior importador de combustíveis do mundo, será auto suficiente a curto prazo e exportador a médio prazo. A OPEP decidiu manter os mesmos níveis de produção de petróleo que vinha utilizando. Será uma potencial falência daqueles países subdesenvolvidos, que vivem da exportação do petróleo e do gás natural como a Rússia, Venezuela, Angola, Moçambique e outros mais.
    E o Brasil que se prepare para entrar em crise. Com toda a certeza vão ser necessários cortes intensos na despesa do Estado, será preciso fazer uma profunda reforma da Administração Pública, e para evitar uma crise de grau elevado, será imperioso eliminar ou pelo menos minorar a economia paralela, que é extremamente forte e tem um grande peso na economia nacional.

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