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Sanções não alteram negócios na Coreia do Norte

Apesar das novas sanções impostas pelas Nações Unidas, não houve mudanças no movimento na fronteira da Coreia do Norte com a China

Sanções não alteram negócios na Coreia do Norte
Em teoria, esse comércio pode ser interrompido em razão das sanções impostas pelas Nações Unidas, mas até agora nada aconteceu (Foto: Wikipedia)

Só algumas centenas de metros separam a pequena, mas dinâmica cidade chinesa de Dandong da cidade monótona norte-coreana de Sinuiju, do outro lado do rio Yalu. Existem duas pontes de treliça com armações de ferro no centro da cidade construídas pelos japoneses, que ocupavam a área, uma em 1911 e a segunda em 1943. As pontes foram bastante danificadas pelos bombardeios americanos durante a Guerra da Coreia na década de 1950. Um trecho da ponte mais antiga que sobreviveu aos ataques aéreos, rebatizado de “Broken Bridge”, é agora uma atração turística. A ponte mais recente ainda faz o transporte rodoviário e ferroviário entre as duas margens do rio, um meio de transporte vital para o comércio da Coreia do Norte com a China.

Em teoria, esse comércio pode ser interrompido em razão das sanções impostas pelas Nações Unidas em 2 de março, uma decisão que contou com o apoio da China. As sanções proíbem o comércio de artigos de luxo e incluem inspeções de transporte de carga que entra e sai da Coreia do Norte, apesar da vigilância consumir tempo e dinheiro. A China é o maior parceiro comercial da Coreia do Norte; se as sanções forem aplicadas com rigor Dandong, responsável por cerca de 70% do comércio entre os dois países, sofrerá as consequências.

Mas nada aconteceu por enquanto. O primeiro caso da aplicação das sanções envolveu a apreensão de um navio de carga norte-coreano em um porto comercial nas Filipinas, algumas horas depois de a ONU ter votado a favor da imposição das sanções. As medidas foram tomadas em reação aos testes nucleares recentes e ao lançamento de um míssil balístico de longo alcance, que as autoridades norte-coreanas disseram ser um envio de um foguete para colocar um satélite em órbita. Porém não houve indícios de as sanções terem prejudicado o comércio entre a Coreia do Norte e a China.

Em 9 de março o fluxo esporádico de caminhões seguia em ambas as direções da ponte. Segundo os moradores locais, o volume parecia normal. E os comerciantes disseram que ainda não haviam sentido o impacto das sanções.

Fontes:
The Economist-What sanctions?

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1 Opinião

  1. Luciano Bernardes disse:

    Lixo essas sanções, a China devera tetonar com chave Os Estado das Nações Unidas,pois este pensa que o capitalismo unilateral é só deles, não é deles. socialismo de qualquer forma há um meio de capitalismo mais com meios descente e não imposições indecentes!!!

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