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Novas revelações

Satélites guiaram caça a Bin Laden

Documentos secretos publicados pelo jornal 'The Washington Post' revelam novos detalhes da operação que matou Osama bin Laden

Satélites guiaram caça a Bin Laden
Osama bin Laden foi morto em 2011 (Fonte: Reprodução/AP)

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Documentos secretos da inteligência dos EUA publicados nesta quinta-feira, 29, pelo jornal The Washington Post revelaram que a operação norte-americana que matou Osama bin Laden em 2011 foi guiada a partir do espaço por uma frota de satélites.

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Ainda de acordo com os documentos, a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) conseguiu acesso a diálogos entre agentes da Al-Qaeda por meio do rastreamento de ligações feitas a partir de telefones móveis.

Analistas da CIA identificaram a localização geográfica de um dos telefones utilizados por agentes da Al-Qaeda e relacionaram a descoberta ao complexo em Abbottabad, no Paquistão, onde outras evidências sugeriam que se tratava do esconderijo de Bin Laden.

Essas novas informações sobre a caça a Osama bin Laden aparecem em arquivos secretos que detalham o orçamento de inteligência — incluindo a NSA e a CIA — previsto para o ano fiscal de 2013.

Os documentos, fornecidos ao Washington Post pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, fazem apenas breves referências à operação que matou Bin Laden. A missão, no entanto, é retratada como um exemplo singular de cooperação antiterrorista entre as várias agências de inteligência dos EUA.

Planejamento da missão

Ainda de acordo com os documentos, a identidade de Bin Laden foi confirmada por uma agência forense oito horas após o ataque ao complexo em Abbottabad.

Os satélites captaram mais de 387 imagens em alta resolução e em infravermelho do esconderijo de Bin Laden no mês que antecedeu a operação, o que foi considerado “fundamental para o planejamento da missão e contribui para a decisão de aprovar a operação”.

Um braço da NSA conhecido como Grupo de Operações de Acesso Adaptado, que, entre outras funções, é especializado na instalação de equipamentos de espionagem em computadores e em redes de telefonia móvel, também contribuiu para a operação.

Os documentos revelaram também que o governo dos EUA empregou todas as ferramentas de seu aparato de vigilância para encontrar Bin Laden, que, durante mais de uma década, se esforçou para não deixar rastros eletrônicos.

Além dos satélites, o governo norte-americano utilizou um “drone” (avião-robô), o RQ-170, no Paquistão para espionar transmissões eletrônicas.

A CIA recrutou médicos paquistaneses e agentes de saúde pública para tentar obter amostras de sangues dos moradores de Abbotabad como parte de um programa de vacinação para identificar possíveis familiares de Osama bin Laden.

Apesar de toda a tecnologia utilizada, as agências de espionagem dos EUA não foram capazes de identificar Bin Laden com precisão. Quando o presidente Barack Obama deu a ordem para o grupo de elite SEAL invadir o complexo, em maio de 2011, autoridades de inteligência disseram ao presidente que, na melhor das hipóteses, a probabilidade de Bin Laden estar no local era de 40% a 60%.

Mesmo após a morte de Osama bin Laden, os EUA mantiveram a campanha em busca de desvendar os segredos do ex-líder da Al-Qaeda.

Fontes:
The Washington Post - To hunt Osama bin Laden, satellites watched over Abbottabad, Pakistan, and Navy SEALs

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