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Seca e a mudança climática

A seca global realmente está se agravando?

Seca e a mudança climática
Temperaturas mais altas e um volume reduzido de precipitações contribuíram para mudanças nas secas (Reprodução/The Economist)

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Quando a pior seca dos últimos 60 anos atingiu o cinturão do milho americano no último verão, muitas pessoas se perguntaram se o fenômeno havia sido causado pela mudança climática. Ainda é cedo demais para tirar conclusões a respeito de um episódio tão recente, mas diversos estudos atribuíram ondas de calor individuais anteriores ao aquecimento global, como as da Europa em 2003, Rússia em 2010 e o escaldante verão de 2011 no Texas. A avaliação mais recente (2007) feita pelo Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), afirmou sem meias palavras que: “temperaturas mais altas e um volume reduzido de precipitações contribuíram para mudanças nas secas”. Nesta semana, um estudo para o Banco Mundial feito pelo Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático argumentou que “temperaturas de verão extremas podem ser em grande parte atribuídas ao aquecimento climático desde a década de 60”.

É possível que o aquecimento global cause secas por que ar quente retém o vapor d’água, o que torna a chuva ainda menos provável em lugares que já são secos. Mas um estudo publicado recentemente no periódico questiona se isso realmente está acontecendo.

Seca é um termo impreciso. Condições áridas em uma região podem ser consideradas como florestas tropicais úmidas em outra. Para tornar as coisas mais exatas, cientistas empregam um índico, chamado de índice Palmer, para monitorar mudanças em condições de agricultura. Este índice usa dados de precipitação e temperatura para calcular taxas de evaporação e por consequência níveis de umidade no solo. Devido ao fato de a temperatura ter um papel tão determinante, o índice é sensível ao aquecimento global.

Fontes:
The Economist-Cloud nein

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