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TENSÃO DIPLOMÁTICA

Sede de poder de Maduro pode levar América do Sul à guerra

Tendo a Venezuela tantos desafetos no continente, não é difícil supor um movimento de reação que poderia levar a um conflito

Sede de poder de Maduro pode levar América do Sul à guerra
Mesmo diante das críticas, Maduro não perde o topete (Foto: Twitter/Nicolás Maduro)

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Assim como um terremoto pode propagar tsunamis, causando devastações a quilômetros de distância, a delicada situação política na Venezuela periga também reverberar, impactando a paz, a política e a economia da América do Sul. O jogo, ou melhor, a briga pelo poder que Governo e oposição travam em Caracas periga levar o presidente Nicolás Maduro a movimentos de tabuleiro que, na escala Richter, provoquem tremores na vizinhança. E mesmo a guerra é uma opção historicamente possível.

Após suspeitíssimas eleições, Maduro pretende fixar residência no Palácio Miraflores por mais seis anos e não medirá esforços ou atos insanos para cumprir seu intento. Por sua vez, o chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autodeclarou presidente interino do país – com apoio da OEA e do Brasil – e pede que os militares venezuelanos o ajudem a destituir o presidente. Tanto Maduro quanto Guaidó se apoiam na débil Constituição do país para justificar suas ações.

Uma saída bélica pode unir o país?

Nos últimos dias, o presidente chegou a dizer que a Venezuela está no ‘centro de uma guerra mundial’. Maduro pode ser louco, mas não é burro. Com o apoio militar vindo de Moscou e sentindo-se ameaçado por Washington, com suporte econômico de Pequim e com Brasília dando-lhe as costas, Caracas está mesmo nos holofotes das maiores potências do mundo e da região. Assim como em passado recente, mais precisamente em 1982, o presidente argentino, general Leopoldo Galtieri tentou unir o dividido e oprimido país em torno da Guerra das Malvinas, Maduro cogita um conflito armado para resgatar o patriotismo em torno de uma causa. Para tanto, ao contrário dos ‘hermanos argentinos’, escolheu o mais fraco dos inimigos: a Guiana, um dos 20 países mais pobres do planeta.

No final do ano passado, a Marinha da Venezuela interceptou o navio Ramform Tethys, da empresa norueguesa PGS que explorava petróleo em nome da Exxon para a Guiana. A alegação foi de que a embarcação navegava em águas venezuelanas. E mais, Caracas quer tomar de Georgetown a região de Essequibo, com 159 mil km2 – que equivale a dois terços do território do pequeno país. Se mesmo o ex-ministro da Defesa Raul Jungmann não admitia essa possibilidade, imagine se o atual, o general de Exército Fernando Azevedo e Silva, vai aceitar tal investida – de um arrogante e desgastado Golias contra um humilde e indefeso Davi – na fronteira Norte do Brasil.

Caracas e seu poderio militar

Tendo a Venezuela tantos desafetos no continente, não é difícil supor um movimento de reação que poderia levar a um conflito maior até mesmo que a Guerra do Paraguai, o mais sangrento embate das Américas que, segundo alguns historiadores, teve como único vencedor um banco particular inglês. Maduro sabe que não ouvirá nem um “Bom dia” do vizinho Bolsonaro.  O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, anunciou o rompimento das relações diplomáticas logo após a posse do presidente venezuelano. Isso implica no fechamento da embaixada paraguaia e na retirada do corpo diplomático de Caracas, com a óbvia contrapartida venezuelana.

Além destes, os demais integrantes do Grupo de Lima – Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru, Guiana e Santa Lúcia – não reconheceram o governo eleito de Caracas, firmaram posição contra a “situação crítica na Venezuela” e ainda condenam a existência de presos políticos, a falta de eleições livres, a ruptura da ordem econômica e a crise humanitária no país.

Mesmo diante das críticas dos Estados Unidos, da União Europeia e da OEA, Maduro não perde o topete. Com uma retórica agressiva contra a oposição, ele ameaça dissolver a Assembleia Nacional cuja representatividade política já retirou faz tempo. Economicamente protegido por chineses e militarmente amparado por russos, o chavista tem – e poucos sabem – poderio militar bem superior ao que se supõe. O risco é grande e imprevisível – tal como colocar um fuzil nas mãos de um orangotango.

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5 Opiniões

  1. BS disse:

    Era só o que faltava: uma guerra na América Latina.

  2. Regina disse:

    Maduro é um louco cruel, que mata de fome e de miséria seu próprio povo.

  3. Paulo Costa disse:

    Ele é “normalmente” louco! Só isso! Kkkkk!

  4. carlos alberto martins disse:

    maduro só está se preparando para cair do galho.será que não sabe que os seus parceiros de apoio tambem tem o BRASIL como aliado em interesses diplomático e comercial?o fim do mesmo está próximo.

  5. Almanakut Brasil disse:

    Já passou da hora de dar o mesmo destino de Saddam e Kadafi para esse belzebu bolivariano.

    Só que, se houver guerra na América do Sul, será o fim do BRICS e a conta cairá nas costas da ONU, que precisa ser reformulada com urgência.

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