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Sedentarismo: o inimigo silencioso

A vida sedentária atingiu proporções epidêmicas e é uma das principais causas de morte no mundo

Sedentarismo: o inimigo silencioso
O exercício físico salvaria o dobro de vidas, assim como o fim da obesidade (Foto: Wikimedia)

O Ministério da Saúde do Reino Unido chama a vida sedentária de “o assassino silencioso”. Outros a rotularam de “o novo hábito de fumar”. A falta de atividade física está em quarto lugar na lista das causas globais de morte, depois da hipertensão, tabagismo e hiperglicemia, não só porque ajuda a aumentar a cintura.

Até um pouco de exercício tem um efeito benéfico para a saúde, mesmo que as pessoas não percam os quilos extras. Uma pesquisa apresentada em 30 de agosto em uma conferência de cardiologia em Londres sugeriu que andar rápido durante 25 minutos por dia acrescenta de três a sete anos de vida. Um estudo mais abrangente de pesquisadores da Universidade de Cambridge examinou 300 mil europeus ao longo de 12 anos. A pesquisa mostrou que uma caminhada rápida diária de 20 minutos, ou o equivalente, diminui em um quarto a taxa anual de mortalidade em pessoas com o peso normal e em 16% em pessoas obesas. O exercício físico salvaria o dobro de vidas, assim como o fim da obesidade, disse Ulf Ekelund, o principal pesquisador do estudo.

Mas uma caminhada de 20 minutos por dia está abaixo do mínimo de exercício recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, os adultos devem fazer pelo menos 150 minutos semanais de exercício moderado, como uma caminhada ou um passeio de bicicleta (até o ponto em que “você consegue falar, mas não cantar a letra de uma música”, como o National Health Service do Reino Unido esclarece), ou 75 minutos de uma atividade mais forte como correr ou nadar. Os adolescentes precisam fazer pelo menos uma hora de exercício por dia.

Poucos lugares no mundo têm o hábito de incentivar a prática de exercícios físicos com regularidade. De acordo com um estudo comparativo de faixas etárias diferentes, a Colômbia e os países ricos do Oriente Médio lideram o ranking mundial de sedentarismo. Os holandeses, os ciclistas mais entusiasmados da Europa, têm um desempenho muito melhor.

Fontes:
The Economist - You have waked me too soon…

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