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Caso de Ferguson

Segregação racial ainda afeta os Estados Unidos?

Assassinato de jovem negro em Ferguson, EUA, e estudo feito em 2011 revelam uma tendência de ‘suburbanização’ da população negra americana

Segregação racial ainda afeta os Estados Unidos?
Embora a distância entre as raças venha diminuindo, segregação racial ainda é uma realidade nos EUA (Reprodução/EPA)

Em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King fez seu histórico discurso contra a segregação racial nos Estados Unidos. Cinco décadas depois, os protestos na cidade de Ferguson, Missouri, contra a execução de um jovem negro desarmado por um policial branco mostram que a segregação racial ainda afeta o país.

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O estudo “A persistência da segregação na metrópole”, feito em 2011, pela Universidade de Brown, em Rhode Island, revelou uma tendência de “suburbanização” da população negra nos EUA. Cidades e bairros pobres que antes tinham maioria branca, hoje são povoados por uma população majoritariamente negra ou mestiça.

Ferguson é um ótimo exemplo dessa tendência. Há 30 anos, 85% da população da cidade era composta por brancos. Essa proporção se inverteu e atualmente, dos 21 mil habitantes da cidade, 15 mil são negros.

Analisando a composição dos bairros americanos, o estudo concluiu que, em média, o típico branco do país vive em bairros onde 75% da população é branca. Já o típico negro vive em bairros onde 45% são negros e 35% são brancos.

O estudo afirma que embora a distância entre as raças venha diminuindo desde a década de 1970 nos EUA, a segregação racial ainda é uma realidade no país. “A segregação entre negros e brancos permanece ainda muito elevada”, diz o estudo.

Fontes:
BBC-Brancos e negros ainda vivem separados nos EUA?

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