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Sem perceber, empresas dos EUA violam sanções à Coreia do Norte

Erro em lista de fornecedores confunde Coreia do Norte com Coreia do Sul e leva empresas dos EUA a utilizar ouro refinado pelo regime norte-coreano

Sem perceber, empresas dos EUA violam sanções à Coreia do Norte
Lista de fornecedores confundiu Coreia do Norte com Coreia do Sul (Reprodução/Internet)

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Empresas americanas descobriram esta semana que estavam violando as sanções americanas impostas à Coreia do Norte, ao usar em seus produtos ouro refinado pelo banco central norte-coreano.

O governo americano proíbe suas empresas de importar qualquer tipo de material proveniente da Coreia do Norte.

A descoberta foi feita quando as empresas se preparavam para divulgar ao governo as origens dos minerais utilizados em seus produtos. Desde 2010, com a assinatura da lei Dodd-Frank, o governo exige tal medida para evitar o uso dos chamados  “minerais de zonas de conflito”, provenientes de regiões dominadas por grupos armados na África.

Segundo um artigo publicado na última quarta-feira, 4, no Wall Street Journal, as empresas não tinham percebido que havia um erro na lista que elas recebiam de seus fornecedores contendo as origens dos minerais.

A lista utilizada pelas empresas americanas tem como base um modelo criado pela ONG Conflict-Free Sourcing Initiative, que equivocadamente classificou o banco central da Coreia do Norte como sendo na Coreia do Sul.

De acordo com a porta voz da organização, Julie Schindall, o erro foi corrigido na versão atual da lista, “mas é impossível para a ONG saber se as empresas continuam a se basear na versão anterior”.

Segundo Michael Littenberg, procurador americano responsável pela análise dos minerais de conflito, cerca de 20 empresas americanas estavam utilizando ouro refinado na Coreia do Norte, entre elas a Ralph Lauren e a IBM.

Fontes:
The Wall Street Journal-Dozens of Firms Report N. Korea Gold in Supply Lines

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