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REINO UNIDO

Semana será decisiva para o futuro do Brexit

Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, se reúne esta semana com Merkel e Macron em busca de apoio em prol do adiamento do Brexit

Semana será decisiva para o futuro do Brexit
Reino Unido tem até esta sexta-feira, 12, para definir o seu futuro em relação à UE (Foto: Arno Mikkor/EU2017EE)

Ainda nesta terça-feira, 9, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, se reúne em Berlim com os líderes da Alemanha, Angela Merkel, e da França, Emmanuel Macron, antes de uma reunião de cúpula sobre o Brexit, programada para Londres ainda esta semana. Na pauta, mais um capítulo do “British exit” (Brexit), como foi batizado o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

A premiê vai tentar convencer um relutante Macron a conceder um novo adiamento. Já no dia seguinte, em Bruxelas, os representantes de todos os países que integram o bloco farão uma reunião de cúpula para avaliar o novo pedido de May para adiar, até 30 de junho, a retirada britânica, originalmente prevista para 29 de março. Certo é que a saída é irreversível.
Em Londres, as discussões entre os partidos sobre o tema devem ser retomadas antes da sexta-feira, prazo final para o Reino Unido deixar a União Europeia. Líder do Partido Conservador desde 2016, a primeira-ministra espera resolver o impasse político dentro de seu próprio partido – dividido que está entre permanecer ou sair da UE.

Ninguém se entende na terra da Rainha

Ocorre que há um emaranhado de partidos com poder de voto e de veto como, por exemplo, o Trabalhista, o Unionista do Ulster, o Liberal-Democrata, o Unionista Democrático, o de Independência do Reino Unido, o Social Democrata e Trabalhista e o Sinn Fein – para citar somente os principais –, que se entendem tão bem quanto seus assemelhados no Brasil, como PSL, PSDB, PT e PSOL, para citar somente alguns. Não é uma situação banal.

No último sábado, May admitiu a incapacidade do governo em selar no Parlamento uma saída de consenso do bloco econômico. O Reino Unido tem até esta sexta-feira, 12, para definir o seu futuro em relação à União Europeia: se fará um acordo para sua retirada da UE, se não terá acordo algum ou, ainda, se buscará um novo adiamento, postergando o fim desta novela. O discurso de May ao dizer “ou saímos da UE com um acordo ou não saímos mais, temos que entregar o Brexit” perdeu a força e o sentido. Não há como permanecer.

Em vídeo gravado em Downing Street número 10 – o endereço oficial do governo britânico –, ela pediu para que os parlamentares aprovem logo o acordo de retirada. Ex-secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson avalia que o Reino Unido não deve concordar com uma união alfandegária permanente com a UE – diferentemente do que querem alguns.

Por que o Brexit?

Em referendo promovido em 23 de junho de 2016 sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, 17.410.742 britânicos (51,8% dos votos válidos) decidiram pela saída do bloco. No entanto, a permanência recebeu a maior parte dos votos da capital, Londres, da maioria dos escoceses e também da Irlanda do Norte. No restante da Inglaterra e no País de Gales, o resultado foi favorável à saída. Desde então, o Reino Unido discute uma forma economicamente menos dolorosa de deixar o bloco econômico.

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