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ARGENTINA

Senado argentino rejeita legalização do aborto

Placar foi apertado: 38 senadores votaram contra e 31 votaram a favor da interrupção voluntária da gravidez

Senado argentino rejeita legalização do aborto
Debate durou cerca de 16 horas e terminou na madrugada desta quinta (Fonte: Reprodução/Getty Images/AFP)

Por 38 votos contra e 31 votos a favor, o Senado da Argentina rejeitou o projeto de legalização do aborto no país até a 14ª semana de gestação.

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O debate durou cerca de 16 horas e terminou na madrugada desta quinta-feira, 9. A prática do aborto continua, portanto, proibida na Argentina, como na maioria do continente sul-americano.

O projeto de despenalização do aborto tinha sido aprovado em junho pela Câmara dos Deputados, por uma pequena margem: 129 votos a favor e 125 contra. Havia uma grande mobilização nas ruas de todo o país em torno do tema. A Argentina só autoriza a prática do aborto em casos de estupro ou risco para a vida da mulher.

Com a rejeição dos senadores, uma nova proposta legislativa de legalização do aborto só poderá voltar a ser debatida por parlamentares do país no próximo ano.

A imprensa argentina informou que o governo do presidente Mauricio Macri agora estuda enviar ao Congresso ainda neste mês uma proposta de revisão do Código Penal. A expectativa é de que a medida inclua a despenalização de mulheres que façam aborto e também amplie as situações em que a interrupção da gravidez seja permitida.

Fontes:
Público - Senado argentino chumba despenalização do aborto até às 14 semanas
BBC - Senado argentino barra legalização do aborto; países latino-americanos são os que mais restringem prática no mundo

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