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Seria possível retomar o progresso social na América Latina?

Depois de um crescimento médio anual de 4,3% de 2004 a 2011, a economia dos países latino-americanos teve um crescimento de apenas 2,1% por ano desde 2012

Seria possível retomar o progresso social na América Latina?
Na Guatemala 50% da população permanece em situação de pobreza desde 2004, segundo estudo do Banco Mundial (Reprodução/Prensa Libre)
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Nos últimos três anos, a taxa de pobreza permaneceu em cerca de 28% da população (Reprodução/Economist)

Para muitos latino-americanos o século XXI representou um momento de progresso sem precedentes. De 2002 a 2013, 60 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza medida pelos institutos de pesquisa. O número de pessoas que vive com menos de U$4 por dia teve uma queda regular. Agora o progresso social e econômico paralisou-se. Nos últimos três anos, a taxa de pobreza permaneceu em cerca de 28% da população, de acordo com uma pesquisa realizada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Por sua vez, o percentual de pessoas em situação de extrema pobreza (com uma renda de menos de U$2,50) aumentou para 12%.

O crescimento econômico diminuiu depois da queda dos preços das commodities. O aumento dos programas de transferência de renda do governo explica a queda anterior do índice de pobreza, mas o mercado de trabalho foi um fator ainda mais importante na reversão do quadro de pobreza absoluta, com a criação de mais empregos e salários mais altos. Depois de um crescimento médio anual de 4,3% de 2004 a 2011, a economia dos países latino-americanos teve um crescimento de apenas 2,1% por ano desde 2012.

Mas muitos latinos-americanos não se beneficiaram com o progresso da região. Essas pessoas não têm capacitação profissional, motivação e contatos para conseguir bons empregos ou fazer programas sociais. Um estudo de pesquisadores do Banco Mundial, que será divulgado em breve, revelou que 130 milhões de latino-americanos, ou cerca de 21% desse total, permanecem em situação de pobreza desde 2004. Segundo o estudo, na Colômbia esse percentual é superior a 30% e na Guatemala a proporção “assustadora” é de 50%.

Fontes:
Economist-The poverty alert

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