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CHINA

Serviços de entrega de refeições preocupam governo chinês

Lixo acumulado nas ruas, segurança no trânsito e exploração de funcionários preocupam as autoridades

Serviços de entrega de refeições preocupam governo chinês
Autoridades alegam que entregadores ameaçam a segurança nas ruas com suas bicicletas elétricas (Foto: Public Domain Pictures)

Três entregadores com capacetes vermelhos, amarelos e azuis descem de elevador em um prédio de escritórios em Pequim. O trio irá entregar refeições compradas online nos principais sites de encomenda de refeições da China. Ao meio-dia as bicicletas elétricas dos entregadores invadem as ruas da cidade. Taxas de entrega baratas de até 3 yuans (US$0,46) mudaram o cenário do horário de almoço. Porém, o próspero serviço de entregas é uma fonte de preocupação no que se refere ao lixo acumulado nas ruas, à segurança no trânsito e à exploração dos funcionários.

Esses serviços, que permitem que os usuários de um site peçam refeições de diversos restaurantes locais, estão se expandindo no mundo inteiro. Mas no final de junho,o número de usuários chineses registrados aumentou para 295 milhões, um número superior a 40% do final do ano passado, segundo analistas do governo. O valor das refeições compradas online totalizou US$25 bilhões em 2016 e deve atingir a soma de US$36 bilhões no final do próximo ano, de acordo com a empresa de pesquisa iiMedia.

Os sites Meituan e Ele.me lideram o mercado. Ambos ainda têm prejuízos com seus serviços de entrega de refeições, mas contam com o apoio dos gigantes da tecnologia Tencent e Alibaba, que querem conquistar clientes para seus sistemas de pagamento online.

O sucesso desses sites começou nos alojamentos de estudantes. Hoje, os funcionários de escritórios constituem o maior mercado. No entanto, há muitas críticas em relação a esses serviços. As autoridades do governo alegam que os entregadores ameaçam a segurança nas ruas com suas bicicletas elétricas, que circulam pelas calçadas e contra o fluxo do tráfego para aumentar o número de entregas na hora do almoço. No mês passado, as autoridades de Nanjing disseram que os entregadores envolveram-se em mais de 3 mil acidentes nos primeiros seis meses do ano.

Outra preocupação refere-se à proteção dos direitos dos entregadores, muitos dos quais são originários das regiões rurais. A ONG China Labor Bulletin, com sede em Hong Kong, denunciou a exploração dos funcionários dos serviços de entrega de refeições que, com frequência, recebem os salários com atraso de seus empregadores.

Fontes:
The Economist-China’s food-delivery business is booming. So is waste

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