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SAÚDE

A severa temporada de gripe nos EUA

Atual temporada de gripe nos EUA pode se tornar tão fatal quanto a pandemia da gripe-suína de 2009

A severa temporada de gripe nos EUA
A taxa de hospitalização por gripe ou pneumonia é de 51 por 100 mil pessoas (Foto: Pixabay)

A temporada de gripe em 2017-2018 nos EUA pode se tornar tão fatal quanto a pandemia da gripe-suína de 2009. A pneumonia e a influenza causaram quase 10% de todas as mortes nos Estados Unidos na segunda semana de janeiro. Isso ultrapassa a definição de epidemia, usada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). A taxa de hospitalização por gripe ou pneumonia é de 51 por 100 mil pessoas, nível mais alto neste período do ano desde que o controle preciso começou a ser feito em 2010.

A pandemia de gripe de 1918-1920 infectou 500 milhões de pessoas e matou entre 50 e 100 milhões. Em algumas cidades, a situação lembrou o cenário da peste bubônica. A pandemia foi forte porque se tratava de uma nova variante do vírus ao qual as pessoas tinham baixa imunidade. “Nós não temos um bom jeito de prever qual vai ser a próxima pandemia de gripe”, diz Yonatan Grad, professor de imunologia e doenças infecciosas da Escola de Saúde Pública de Havard.

Apesar de não se comparar com a pandemia de 1918, alguns fatores fizeram esta temporada de gripe se agravar. Sua cepa dominante é o velho subtipo H3N2. Identificado há 50 anos, ele é propenso à rápida mutação, fazendo com que o organismo não seja mais capaz de se defender dele. Logo, a atual vacina da gripe, desenvolvida no ano passado, não é tão eficiente como era. Relatórios da Austrália e análises do Canadá indicam que a eficiência da vacina contra o H3N2 caiu dos típicos 30-60% para 10%. A gripe pode matar, mas ela também enfraquece o sistema imunológico contra infecções secundárias.

Nesta temporada, as vítimas da gripe foram atingidas por mais vírus respiratórios do que o normal. Um relatório recente também revelou que a situação piorou por conta das baixas taxas de vacinação – já que algumas pessoas temem a segurança da vacina, apesar de não haver motivo comprovado – e por conta do aumento da resistência aos antibióticos.

A maioria das vacinas depende do cultivo em ovos de galinha. Segundo Grad, as condições dentro dos ovos podem reduzir a eficiência das vacinas. Por anos, os pesquisadores tentam trocar as células de galinhas por de outras proteínas animal ou de insetos. A meta é conseguir uma vacina da gripe universal que seja eficiente tanto contra a gripe de temporada quanto contra os surtos pandêmicos.

Fontes:
The Economist-Why the current flu crisis is so severe

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