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AMEAÇA NUCLEAR

Só a China pode impedir que a Coreia do Norte consiga seu arsenal bélico

O país, no entanto, não se manifestou, apesar da agressão de Kim Jong-Un

Só a China pode impedir que a Coreia do Norte consiga seu arsenal bélico
Só a China poderia ameaçar a frágil economia do reino isolado do mundo (Foto: Wikipedia)

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É difícil dizer o que poderia impedir a Coreia do Norte de se tornar uma potência nuclear. Em 7 de fevereiro, os norte-coreanos lançaram o foguete Unha-3 de longo alcance para colocar em órbita um satélite de observação, um mês depois do teste com um dispositivo nuclear, que as autoridades do país alegaram, sem serem muito convincentes, se tratar de um teste com uma bomba de hidrogênio.

As manifestações de indignação da comunidade internacional e dos vizinhos regionais, sobretudo do Japão e da Coreia do Sul, foram as mesmas de sempre. A pedido de alguns países, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência para discutir o assunto. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, reiterou seus pedidos para impor novas sanções internacionais à Coreia do Norte, que foram rejeitados por seu aliado, a China.

O lançamento do foguete de três estágios, o segundo desde dezembro de 2012, faz parte do programa para desenvolver um míssil balístico intercontinental (ICBM). Segundo os especialistas, se o Unha-3 transportasse uma ogiva nuclear de 1.000 quilos, em vez de um satélite, o foguete alcançaria o Alasca e talvez o Havaí.

Mas para desenvolver o projeto do míssil balístico ICBM, os cientistas norte-coreanos precisam dominar outras tecnologias mais sofisticadas. Primeiro, teriam de fabricar ogivas nucleares de dimensões menores para que pudessem ser acopladas aos mísseis. Em segundo lugar, precisariam projetar e construir veículos de reentrada (MIRV) para transportar as ogivas até seu alvo. Não será uma tarefa fácil, mas se nada mudar nos planos estratégicos do regime de Kim Jong-un de criar um arsenal de armas nucleares como garantia de sua sobrevivência, os cientistas, talvez mais cedo do que o previsto, serão bem-sucedidos em dominar essas novas tecnologias.

Só a China poderia ameaçar a frágil economia do reino isolado do mundo, com a interrupção das atividades dos bancos e empresas da China na Coreia do Norte. Apesar da insistência de John Kerry, não existe o menor indício que isso possa acontecer. Pequim “lamentou” o lançamento do foguete, porém disse que o “diálogo” seria um caminho para garantir uma paz duradoura na península coreana. A China teme que na hipótese de um colapso do regime não só os refugiados iriam invadir a fronteira a nordeste do país, como também eliminaria uma barreira útil entre a China e o aliado dos EUA ao sul.

Fontes:
The Economist-Only China can stop North Korea from becoming a full nuclear power

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