Após receber mais de US$ 170 bilhões de dinheiro público com a ajuda do Federal Reserve e do Tesouro norte-americano, a seguradora AIG planeja pagar cerca de US$ 165 milhões em bônus a executivos da unidade que levou a empresa à beira do colapso no ano passado.
A notícia causou indignação no governo Obama e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, teria chegado a exigir que o pagamento dos bônus fosse renegociado. Mas não haverá jeito, porque, segundo juristas, são obrigações contratuais.
É provável que os altos bônus pagos a executivos de uma empresa que está no centro do colapso financeiro ofereça combustível para uma reação popular contra os esforços do governo dos EUA para revigorar Wall Street.

Esse milionário abono para os "eficientes" executivos coloca mais lenha da fogueira da crise.
Em suma, o governo tira o dinheiro do povo para dá-lo, sem qualquer motivo sério, aos "eficientes" que provocaram a falência da empresa.
Há contratos! Ora, a crise dá direito à empresa de não cumpri-lo, pelo princípio "exceptio non adimpleti contractus".
O E. Coelho não sabe o que diz… Quero ver se ele fosse dos executivos da AIG, pois faria o mesmo. Eu pegaria o meu, e daí?
É esse o exemplo maior da "eficiencia"e da compensação pelo trabalho realizado pelo Capitalismo. O sonho está cada vez mais distante. É uma grande "Mafia" e o Povo que pague o pato, como sempre.
O grande risco de uma crise global como esta é atravessar a tênue fronteira entre a intervenção do estado,a fim de regular e disciplinar a atividade privada, sem eliminá-la, e o outro lado, em que o estado assume tudo.
Já estamos cansados de constatar que o estado é péssimo empreendedor e nunca conseguiu e não vai conseguir levar a massa da população ao paraiso.
Importante o risco apontado por Markut. Espero que de agora em diante os contratos revejam os bônus em caso de falência. É bom lembrar que não foram os executivos da seguradora os responsáveis diretos pela crise dos bancos.
Esse discurso maniqueísta de que é o povo quem paga nao pega mais. AIG, uma seguradora de crédito, foi instrumento para dar crédito a muita gente que nao teria cadastro sem o seguro. Na hora de comprar, o consumidor fica indignado se a financeira nao aprova o cadastro… pois é, depois vem isso. Agora, sobre os bonus, todos conhecem o esquema. A empresa por Assembléia Geral deliberou, tem de pagar. Essa dívida está em balanco e o governo sabia disso quando resolveu ajudar. Nao esqueca que o governo ajuda por que lhe é conveniente. Se a empresa quebrar, aí sim, vai-se ver quem realmente paga. É tudo jogo para a torcida!