Início » Vida » Ciência » Sonda da Nasa pousa em Marte
MISSÃO EM MARTE

Sonda da Nasa pousa em Marte

A sonda InSight pousou em Marte na noite da última segunda-feira, 26, com a missão de descobrir por que o planeta se tornou um deserto inóspito

Sonda da Nasa pousa em Marte
Cientistas acreditam que o planeta já teve potencial para abrigar vidas (Foto: Nasa)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

A sonda InSight, da Nasa, pousou em Marte na noite da última segunda-feira, 26, com o intuito de estudar o interior do planeta, a fim de compreender em como ele se tornou um deserto inóspito.

Cientistas acreditam que o planeta já teve potencial para abrigar vidas, porém, se transformou em um vasto deserto.

Lançada em maio, a sonda entrou na atmosfera marciana a quase 20 mil km/h, usando escudo térmico, paraquedas e retrofoguetes para diminuir a velocidade para atingir o solo do planeta com apenas 8 km/h.

A notícia do sucesso da operação foi recebida pela Nasa às 17h54, pouco mais de oito minutos após seu término, tempo que os sinais de rádio levaram para atravessar os 146 milhões de quilômetros que separam Marte da Terra.

Fazendo jus à nomenclatura, o InSight – sigla em inglês para “Exploração do interior de Marte usando investigações sísmicas, geodésica e transporte de calor” – irá utilizar sismologia e outras técnicas para fazer um mapeamento do interior do planeta, buscando informações que possam explicar as mudanças climáticas, principalmente a dúvida sobre como o campo magnético foi “desligado”, deixando o planeta vulnerável à radiação solar. Cientistas também esperam poder avaliar a habitabilidade da região.

Segundo Bruce Banerdt, cientista chefe da missão, “Terra e Marte foram moldados de materiais muito similares. Por que os planetas acabaram sendo tão diferentes? Nossas medições nos ajudarão a dar a volta no relógio e entender o que produziu uma Terra verdejante e um Marte desolado”, disse o cientista.

Orçado em pouco mais de US$ 810 milhões (cerca de R$ 3,15 bilhões), a sonda InSight leva a bordo uma série de equipamentos que vai permitir estudos das características de Marte. O principal instrumento é o sismógrafo, que será o primeiro a ser colocado na superfície para detectar os tremores de terra. Também utilizarão uma sonda para penetrar o solo com uma profundidade de 3 a 5 metros, para medir o escape de calor do solo de Marte.

Os cientistas pretendem entender melhor os planetas rochosos, medir o tamanho do núcleo de Marte e determinar se ele é líquido ou sólido, além de sua espessura e estrutura de crosta. Eles também pretendem entender a frequência e a força das atividades sísmicas do planeta.

As medições de calor de Marte serão a chave para descobrir as condições básicas para o desenvolvimento ou manutenção da vida no planeta. O farto calor ajuda a manter o núcleo do planeta líquido e em movimento. Acredita-se que em Marte o núcleo seja composto por metais como o ferro e níquel, além de movimentos que podem conduzir corrente elétrica, gerando o campo magnético – como um “escudo invisível”, algo que a Terra também tem.

De acordo com estudos, Marte teve esse “escudo invisível” há bilhões de anos, através de rochas magnetizadas encontradas nas regiões mais antigas da crosta. Porém, atualmente, esse campo magnético é praticamente inexistente. A InSight dará aos cientistas pistas de como ele desapareceu.

Sue Smrekar, vice-cientista-chefe da missão, disse que “Marte é como um laboratório de como estes processos acontecem muito cedo na formação de um planeta”. “A InSight nos ajudará a dar limites aos nossos modelos de como os planetas rochosos se formam e mudam com o tempo”, disse Smrekar.

Fontes:
O Globo-Sonda da Nasa pousa em Marte

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Eduardo Calixto disse:

    Deveríamos fazer só coisas assim.
    O homem é espetacular quando bem desenvolvido.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *