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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Sul da Flórida tenta conter o avanço do mar

As autoridades de Miami Beach investem em projetos de infraestrutura para proteger seus investimentos imobiliários da elevação do nível do mar

Sul da Flórida tenta conter o avanço do mar
m 2030, o nível médio do mar no sudeste da Flórida será de 15 a 25 cm acima do nível médio de 1992 (Foto: Pixabay)

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Torres pequenas e telhas de terracota, palmeiras e colunas enfeitam as propriedades em La Gorce Island. Os caminhões circulam entre os terrenos onde as casas estão sendo derrubadas ou construídas. “O número de pessoas que está construindo ou reformando suas casas é bem maior do que as que estão se mudando para outros lugares”, disse o construtor Josh Gelfman.Nenhum dos meus clientes está preocupado”, comentou David Pobiak, um corretor de imóveis local. No entanto, os moradores dessa ilha ao norte de Miami Beach estão tomando medidas para combater a elevação do nível do mar.

O nível do mar continua a aumentar no mundo inteiro em torno de 0,3 cm por ano. Em 2030, o nível médio do mar no sudeste da Flórida será de 15 a 25 cm acima do nível médio de 1992. A previsão até 2060 é de 35 a 66 cm acima dos níveis anteriores. As marés sazonais já causam inundações e os moradores têm se deparado com visitas inusitadas de polvos nas garagens e barracudas nadando nas piscinas.

Esse fenômeno físico e geológico se agravou nos últimos anos em razão do aquecimento global. De acordo com um relatório elaborado em 2015 pelo Risky Business Project, um instituto de pesquisa destinado a avaliar os riscos econômicos decorrentes da mudança climática, o aumento do nível do mar ameaçaria a segurança de propriedades no valor de US$36 bilhões na costa da Flórida em 2050.

Apesar da evasiva do governador da Flórida, Rick Scott, em admitir que a atividade humana é responsável em grande parte pelo aquecimento global e seu impacto na natureza, as autoridades de Miami Beach preocupam-se com o aumento do nível do mar na costa da Flórida. A cidade planeja gastar centenas de milhões de dólares nos próximos anos para elevar ruas e aperfeiçoar o sistema de drenagem. Com essa iniciativa, as autoridades locais pretendem transmitir aos moradores atuais e futuros uma confiança maior em seus investimentos imobiliários.

Fontes:
The Economist-South Florida tries to hold back the sea

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4 Opiniões

  1. laercio disse:

    O aquecimento global não deve ser visto como algo ruim mas sim como uma conseqüência da mudança dos tempos.

    A terra, o universo são ambientes em constante mutação, o homem tem que estudar e criar meios para se adequar as mudanças.

    É bem mais barato adequar a vida das pessoas que residem em áreas litorâneas do que adequar todos os processos de queima de combustíveis fósseis.

    A grande chave é as populações das nações estudarem e cobrarem enérgicas ações de seus governos; isto sim tem que ser uma preocupação maior…
    A população no Brasil está em choque e precisamos que aconteça uma situação inusitada para provocar ações no sentido de que o governo haja ou seja exposto as nas consequências quando do seu erro ou inércia, da mesma forma que acontece quando um médico é negligente…

  2. Jorge Hidalgo disse:

    O que deveria ser dito é que os EUA sempre negaram o “fenômeno”. O que deve ser dito é que não se deve negar o óbvio!

  3. Markut disse:

    E, enquanto isso, o psicopata e arrogante Trump continua negando as evidências, comprovadas cientificamente.
    Logo mais, ele só poderá ter acesso ao seu luxuoso apartamento, em New York, de lancha.

  4. Charles disse:

    A maioria dos nossos governantes em tres décadas não estarão mais entre nós. Portando não se preocupam em políticas de longo prazo. A nova geração que se mobilize para criar um mundo melhor para que possamos continuar a viver.

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