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Computador Watson

Supercomputador da IBM ajuda a decidir o que procurar

Um novo tipo de programa ajuda pesquisadores a decidirem o que procurar

Supercomputador da IBM ajuda a decidir o que procurar
Buscas de internet em geral não contêm construções gramaticais complexas e até mesmo verbos que podem confundir os programas (Reprodução/Satoshi Kambayashi)

Maçãs, cogumelos e porcos parecem uma receita promissora para um kebab, mas o churrasqueiro comum pode não gostar da ideia de acrescentar morangos. O resultado, no entanto, é delicioso, de acordo com John Gordon, da IBM. O Dr. Gordon é um dos líderes da equipe de computação cognitiva da IBM, responsável por uma máquina chamada Watson que é capaz de digerir e analisar grandes quantidades de texto em inglês e em seguida extrair inferências. Em março, quando o Watson foi alimentado com uma grande quantidade de receitas e textos sobre comida, a máquina considerou que esses quatro ingredientes se complementariam entre si, com base no fato de que eles compartilham algumas substâncias químicas saborosas. E ao menos o Dr. Gordon considera que a sugestão do Watson é ótima.

De acordo com o Dr. Lichtarge, programas de geração de hipóteses funcionam em parte porque o texto científico tende a ser destituído de humor, sarcasmos e “diferentes camadas de conteúdo emotivo ou literário” que podem gerar entendimentos discordantes. Isso aponta para outra fonte de texto que pode ser analisado em busca de hipóteses a serem testadas. Buscas de internet em geral não contêm construções gramaticais complexas e até mesmo verbos que podem confundir os programas. Ao examinar palavras inseridas no navegador Internet Explorer e no mecanismo de busca Bing por pessoas que estão se perguntando porque estão doentes, os computadores da Microsoft Research, em Redmond, Wahsington, estão gerando hipóteses sobre combinações potencialmente prejudiciais de medicamentos. Eric Horvitz, presidente da Microsoft Research, afirma que a Food and Drug Administration dos EUA formou uma equipe para usar essas hipóteses de “alerta preliminar” para produzir modelagens melhores de experimentos de laboratório sobre combinações de remédios potencialmente nocivas reveladas dessa forma.

Tudo isso, portanto, parece bastante promissor, tanto para a ciência quanto para a IBM – que lançou uma versão comercial de seu programa de geração de hipóteses automatizado em agosto. O Dr. Gordon espera que o Discovery Advisor, conforme é conhecido o serviço, gerará muita receita para a empresa. Se isso de fato acontecer, é provável que isso esteja relacionado ao fato de o programa ter se revelado um sucesso em termos científicos.

Fontes:
The Economist-Computer says “try this”

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