Início » Internacional » De onde vêm as superstições?
MITO OU VERDADE

De onde vêm as superstições?

Superstições ajudam a reduzir a ansiedade por criar a impressão de que a pessoa tem controle sobre determinadas situações

De onde vêm as superstições?
As superstições estão presentes em diferentes momentos do nosso dia (Foto: Pixabay)

Pelo menos um quarto da população dos Estados Unidos – 25% – se consideram supersticiosas. Isso faz com que pessoas e, até mesmo empresas, evitem coisas como o número 13, quebrar espelhos, passar por baixo de uma escada, entre outras coisas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, muitos prédios não contam com um 13º andar, passando direto para o 14º ou rotulando o 13º andar de “12º B”. Coincidentemente, 13% das pessoas em uma pesquisa afirmaram que o 13º andar em um hotel seria um incômodo. Algumas companhias aéreas, inclusive, não contam com uma 13ª linha.

Segundo os psicólogos, a superstição é baseada em eventos não relacionados, mas que ocorrem quase que simultaneamente. Por exemplo, o fato de quebrar um espelho e algo ruim acontecer em seguida reforçaria a teoria de má sorte. As crenças reforçam o papel das superstições, com o sobrenatural sendo usado para explicar o inexplicável.

O fato de atribuir parte das ocorrências ao sobrenatural proporciona às pessoas um senso de controle – afinal, supostamente, não passando por baixo da escada não terá azar. Em momentos de nervosismo, porém, é normal que os níveis de superstição aumentem. Por isso, as crenças supersticiosas foram desenvolvidas para promover uma atitude mental positiva.

As superstições estão presentes em diferentes momentos do nosso dia, seja na escolha de roupa ou nas atitudes. Apesar de serem triviais para algumas pessoas, outras levam esses comportamentos a sério, acreditando que possa ter uma influência no mundo real.

As superstições também se fazem presentes nas crenças de maldições. Por exemplo, a maldição dos faraós diz que um encantamento será lançado sobre qualquer pessoa que perturbe uma múmia do Egito antigo, principalmente se for um faraó.

A superstição na numerologia vai além do número 13. Um caso famoso relacionado ao número cabalístico “666” é da placa “Ark 666Y”, que a crença aponta que as suas más vibrações causaram misteriosos incêndios em veículos.

As superstições também estão presentes em esportes. Quatro em cada cinco atletas profissionais admitem ter, pelo menos, um comportamento supersticioso antes de sua atuação, seja usando sempre uma mesma peça de roupa, rezando ou iniciando seus movimentos com o lado direito do corpo.

A superstição ajuda a reduzir a tensão dos atletas, que sempre precisam demonstrar um bom desempenho para se verem livres das críticas. Ademais, a crença faz com que o atleta sinta que tem certo controle sobre situações imprevisíveis.

Atletas famosos de diferentes esportes, como o ex-jogador de basquete Michael Jordan e o tenista Rafael Nadal, sempre seguiram suas superstições para se sentirem mais seguros e atuarem melhor dentro das suas modalidades.

Dessa forma, é possível notar que as superstições ajudam a reduzir a ansiedade e criar certo controle sobre determinadas situações, dando maior segurança para as pessoas que creem nelas.

Fontes:
Quartz-The scientific reason you still believe in superstitions

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

2 Opiniões

  1. Kirye Sarahy disse:

    Muito interessante o tema a respeito de superstição. Penso que a superstição nada mais é que a insegurança sentida por alguem diante de um determinado fato ou ato que lhe causa temor e ameaça. Acreditando em algo que julga que a protegerá e a livrará do imaginado perigo transmitindo-lhe a coragem necessária para seguir adiante, confiante no resultado almejado. Creio que é por aí, por isso concordo plenamente com a abordagem do artigo escrito. Parabéns pela matéria.

  2. LUIZ ALBERTO FRANCO disse:

    Sobre o tema, nada melhor do que a frase “Superstição dá azar”, creio que do filósofo americano Raymond Smullyan

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *