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ataque ao 'Charlie Hebdo'

Suspeitos estariam cercados em uma casa no norte da França

Os irmãos Chérif e Said Kouachi foram reconhecidos pelo gerente de um posto de gasolina, que disse que eles viajavam em um carro fortemente armados e roubaram comida e gasolina

Suspeitos estariam cercados em uma casa no norte da França
Irmãos Kouachi são suspeitos do ataque contra o jornal 'Charlie Hebdo' (Reprodução/ Internet)

Dois irmãos suspeitos de serem os responsáveis pelo ataque ao jornal semanal Charlie Hebdo, estariam cercados em uma casa na cidade de Crépy-en-Valois, norte da França, a cerca de 60 km de Paris, de acordo com a imprensa francesa.

Crépy-en-Valois fica no distrito de Oise, perto da fronteira com a Bélgica, onde os irmãos Chérif e Said Kouachi foram reconhecidos mais cedo pelo gerente de um posto de gasolina na cidade de Villers-Cotterets. O homem afirmou que os suspeitos estavam viajando em um Clio prata, fortemente armados com fuzis, e teriam roubado alimentos e gasolina no posto. Toda a polícia da região foi mobilizada e outras unidades enviadas.

Segundo o Ministério do Interior francês, a identificação foi possível porque os suspeitos deixaram o documento de identidade de Said em um dos carros usados para a fuga. A polícia divulgou na madrugada desta quinta-feira, 8, cartazes com fotografias de ambos os suspeitos e pediu cooperação dos cidadãos para encontrá-los, dizendo que os dois estão “armados e são perigosos”.

Enquanto a polícia faz uma megaoperação de caça para encontrar os atiradores, sete pessoas já foram detidas em conexão com as investigações e uma policial foi morta em uma troca de tiros no sul da capital francesa, elevando ainda mais as tensões na França. Um jovem relacionado ao atentado se entregou à polícia à noite. Hamyd Mourad, de 18 anos, suspeito de ter dirigido o carro no qual os dois atiradores fugiram, se apresentou em uma delegacia em Charleville-Mézères, a 230 km de Paris, por volta das 23h, depois de ver seu nome circulando nas redes sociais.

Mais de 3 mil policiais buscam os suspeitos desde a última quarta-feira, 7, na maior operação antiterrorista lançada nas últimas décadas na França. Um dos irmãos, Chérif, de 32 anos, conhecido como Abu Issen, estava no centro das atenções da polícia desde 2008, quando foi condenado a três anos de prisão por pertencer a uma célula de recrutamento de jihadistas. Tanto ele quanto seu irmão Said, de 34 anos, nasceram na França

“Estes indivíduos eram, sem dúvida, vigiados, mas não há risco zero”, disse o ministro Manuel Valls. “O serviço de polícia e de Justiça desmantelou numerosos grupos, atrapalhou projetos de atentado. É uma prova de que agimos. Centenas de indivíduos são vigiados, dezenas de pessoas foram intimidas, dezenas de pessoas foram presas. Isso mostra a dificuldade que enfrentam nossos serviços: o número de indivíduos que representam uma ameaça”.

As autoridades declaram dia de luto nacional nesta quinta-feira. Todas as bandeiras foram hasteadas a meio mastro em edifícios públicos. Às 12h (hora local), o país manteve um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da publicação satírica, alvo do segundo atentado em pouco mais de três anos.

 

Fontes:
O Globo-Suspeitos de ataque a jornal estariam cercados em uma casa no Norte da França

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