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Tailândia, a capital mundial do ‘marfim de sangue’

País se transformou em um 'paraíso para o contrabando' de presas de elefantes africanos

Tailândia, a capital mundial do ‘marfim de sangue’
Marfim apreendido na última semana em um aeroporto de Bangcoc (Fonte: Reprodução/Reuters)

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Organizações ambientalistas denunciam que a Tailândia, um dos principais destinos turísticos do sudeste asiático, se transformou em um “paraíso para o contrabando” de presas de elefantes africanos.

Leia também: O mundo sem elefantes. Incomoda muita gente?

A fama da Tailândia como o principal mercado mundial de venda de produtos feitos de “marfim de sangue” vem se propagando.

Em entrevista à agência de notícias Efe, Nick Cox, da Ong WWF, explicou que a “Tailândia possui uma regulação própria que permite a venda de produtos fabricados com marfim desde que a matéria-prima seja procedente do próprio país. Lei da qual os traficantes se aproveitam”.

De acordo com Nick Cox, “é impossível diferenciar um pedaço de marfim legal, que provém de um elefante local, de um importado ilegalmente da África. A única solução é proibir toda a venda”.

A Ong WWF lançou recentemente uma campanha mundial em prol da proibição do comércio de marfim na Tailândia. A iniciativa recebeu o apoio de atores de Hollywood.

Aumento da fiscalização

Na semana passada, a WWF entregou ao governo tailandês uma petição com mais de 500 mil assinaturas solicitando a proibição do comércio de marfim durante a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestre, que começou no último dia 3 e vai até o dia 14 de março em Bangcoc.

O governo da Tailândia se comprometeu recentemente a garantir o cumprimento das leis que regulam o comércio de marfim no país, aumentando a fiscalização.

A Ong WWF estima que o tráfico internacional de marfim ficou acima de 40 mil toneladas no ano passado, o que representa a morte de cerca de 30 mil elefantes. Trata-se de uma marca histórica.

Fontes:
Terra - Tailândia se consolida como capital mundial do "marfim de sangue"

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1 Opinião

  1. Samuel disse:

    Não fosse tamanha ganância do ser humano, especialmente no modelo econômico vigente, que prima pelo acumulo do capital, o comércio de marfim não seria tão atrativo. Agora, a mobilização dos pseudo-ecologistas de Hollywood não condiz com o estilo de vida dos estadunidenses em geral porque a maioria dos artistas levam uma vida luxuosa sequer imaginada por aqueles que são induzido a atuarem no comércio do marfim.

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