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Segurança no ar

Taxa de acidentes aéreos nunca esteve tão baixa

Viagens aéreas estão se tornando cada vez mais seguras

Taxa de acidentes aéreos nunca esteve tão baixa
Em 2011, média foi de 0,19 acidentes por milhão de voos (Reprodução/Getty)

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Os viajantes aéreos nunca estiveram mais seguros. De acordo com a Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA, na sigla em inglês), um passageiro médio que viaja em aviões fabricados no Ocidente teria que pegar nada menos que 5,3 milhões de voos antes de se envolver em um acidente. A fim de por este dado em perspectiva, é improvável que até mesmo o mais frequente dos viajantes aéreos acumule mais de 20.000 voos ao longo de sua vida. A taxa de acidentes para o setor de viagens aéreas como um todo é tão baixa hoje em dia que alguém que pegue um voo por dia poderia teoricamente contar com 14.000 anos de viagens tranquilas.

Uma afirmação ouvida com frequência a respeito das viagens aéreas é que esta modalidade é 12 vezes mais segura que viagens de trem e mais de 60 vezes menos perigosas que viagens de carro. No entanto, tais estatísticas são um tanto enganosas. As viagens aéreas só são o modo de transporte mais seguro quando as fatalidades são calculadas em termos de distância percorrida. Se as mortes forem computadas por unidade de tempo viajada, os trens são tão seguros quanto os aviões, e os carros apenas quatro vezes mais perigosos. No entanto, se as fatalidades forem registradas em termos de números de jornadas efetuadas, carros e trens são respectivamente três vezes e seis vezes mais seguros que aviões.

Além de contar com diferentes recursos de segurança, cada tipo de veículo desempenha um papel diferente na matriz de transportes geral. E, portanto, o risco envolvido em cada um depende não apenas de sua segurança inerente, mas também em como o veículo é usado.

Ao longo do ano passado, aviões de passageiros fabricados no Ocidente se envolveram em apenas 0,19 acidentes por milhão de voos – menos da metade da taxa de acidentes do ano anterior. Enquanto isso, o número de perda de carcaças ao redor do mundo foi de 11 em 2011 para 5 em 2012.

É possível fazer com que os enormes avanços na segurança de aviação conquistados ao longo da última década continuem? Os aviões de passageiros modernos são equipados com equipamentos que os tornam quase à prova de quedas. Ainda assim, há boatos sinistros a respeito do uso crescente de fibra de carbono em sua construção – a fim de reduzir o peso e o consumo de combustível. Alguns especialistas temem que tais materiais compósitos possam guardar surpresas desagradáveis – do mesmo modo que falhas imprevistas causadas por desgaste metálico destruíram a reputação do de Havilland Comet, o primeiro avião de passageiros a jato a ser produzido, na década de 50.

Outros se preocupam com o fato de que a automação de cabine projetada para tornar os aviões mais seguros possa confundir os pilotos com suas complexidades e erros inescrutáveis. Mas, independente da direção tomada pelas futuras medidas de segurança, não faltam hoje em dia dados sobre acidentes. Conforme melhorem as ferramentas de análise de grandes conjuntos de dados, é provável que a segurança das linhas aéreas evolua de uma mera reação a erros passados para se tornar um novo modo de antecipar e prevenir acidentes.

Fontes:
The Economist-Difference Engine: Up, up and away

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