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Energia e tecnologia

Tecnologia para um futuro mais ecológico

Graças a uma tecnologia mais aperfeiçoada e um grau maior de eficiência, a energia está cada vez menos poluente e mais abundante, independente do preço do petróleo, diz Edward Lucas

Tecnologia para um futuro mais ecológico
Os painéis solares no telhado fornecem dois quilowattes (kW) de energia elétrica em dias ensolarados (Reprodução/Internet)

Apesar de todas as dificuldades, grande parte da tecnologia que o mundo precisa para um futuro mais ecológico já está disponível. Como a empresa de consultoria A.T. Kearney mencionou em um relatório recente para o World Energy Council, um fórum global de ideias inovadoras: “Os potenciais da eficiência energética aliados às fontes de energia renovável e o potencial do gás de xisto fornecem  uma quantidade de energia que pode ser acessada por meio das tecnologias disponíveis atualmente.”

A casa construída com recursos sofisticados de eficiência energética em Notting Hill é um exemplo do que pode ser feito hoje, apesar de não ser ainda um projeto barato. Seu proprietário, Michael Liebreich, fundou a empresa New Energy Finance e a vendeu para Bloomberg, uma rede global de informações do mercado financeiro, em 2009. Ele gastou dezenas de milhares de libras para transformar a casa em um projeto econômico, resiliente e produtivo.

Agora o consumo de energia da casa é mínimo. As contas de gás e eletricidade de uma residência desse tamanho em geral seriam de pelo menos £3,500 (US$5,500) por ano, mas com todos os equipamentos em funcionamento o proprietário espera não só não gastar nada, como também receber um pagamento líquido pela eletricidade que produz. Os painéis solares no telhado fornecem dois quilowattes (kW) de energia elétrica em dias ensolarados. Outra fonte de energia é uma célula de combustível de 1,5kW instalada no antigo depósito de carvão. A célula funciona a gás, com mais de 80% de eficiência, bem mais do que uma estação de energia convencional ou uma caldeira. Além da eletricidade gerada por esas duas fontes de energia, os aparelhos domésticos da casa e a iluminação consomem pouca energia, assim como a bomba de calor (uma geladeira no sentido inverso), que aquece o piso. Um tanque de água armazena um excedente de calor. A eletricidade de reserva é realimentada na rede.
Michael Liebreich não pensa que a casa seja fácil de imitar, mas insiste que através de uma “névoa fina” o futuro é visível. “As únicas coisas caras são o processo termodinâmico e a depleção do material semicondutor; quanto ao resto os custos diminuíram e irão diminuir ainda mais no futuro”, disse. Em resumo, a maioria das forças que impulsiona as mudanças no setor energético está seguindo na direção certa.

Fontes:
The Economist-Let there be light

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