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Tecnologia Wi-Fi desafia o mercado da telefonia móvel

Startups de telefonia sem fio estão criando projetos que irão causar um impacto semelhante ao do Skype. Porém, essa tecnologia pode relegar a rede de telefonia móvel a um mero papel de cópia de segurança

Tecnologia Wi-Fi desafia o mercado da telefonia móvel
O uso da telefonia móvel através da rede Wi-Fi surgiu há mais de dez anos (Foto: Pixabay)

No campo da tecnologia a inovação em geral começa timidamente e com uma série de problemas. As pessoas que trabalham no setor de tecnologia às vezes ignoram as novidades por estarem presas às suas rotinas, até terem uma surpresa quando já é tarde demais. Esse fato aconteceu com o Skype, o software de comunicação pela internet através de conexões de voz e vídeo grátis entre seus usuários. As empresas de telecomunicação não lhe deram atenção no início, mas o Skype conquistou uma grande parcela de seu negócio mais lucrativo. Segundo a empresa de pesquisa de mercado TeleGeography, em 2014 os usuários fizeram 248 bilhões de minutos de chamadas internacionais no Skype, em comparação com 569 milhões de minutos em redes convencionais.

Diversas startups de telefonia sem fio estão desenvolvendo projetos, que irão causar um impacto semelhante. Essas startups apostam que nos próximos anos os celulares começarão a enviar a maioria das ligações, mensagens de textos e dados através dos hotspots Wi-Fi, relegando a rede de telefonia móvel a um mero papel de cópia de segurança.

O uso da telefonia móvel através da rede Wi-Fi surgiu há mais de dez anos. Mas só nos últimos anos as redes, aparelhos e softwares de codificação de voz aperfeiçoaram-se o suficiente, para que a qualidade das ligações telefônicas fosse aceitável. Hoje, existem cerca de 6 milhões de hotspots Wi-Fi só nos Estados Unidos. E as startups descobriram maneiras inteligentes de alternar sem interrupção as ligações entre redes Wi-Fi e de celulares.

Atualmente, o uso da rede Wi-Fi está mais difundido entre as empresas convencionais de telefonia móvel. Na verdade, esse uso tem incentivado as recentes fusões de empresas de telecomunicações na Europa. Por exemplo, quando a EE, uma joint venture da Deutsche Telekom e da empresa francesa Orange S.A. para operação de telefonia móvel na Europa, for, por fim, incorporada à British Telecom (BT), o maior provedor de banda larga, será mais fácil para a EE enviar chamadas, textos e dados para os inúmeros hotspots Wi-Fi da BT. E os dispositivos que operam com a tecnologia 5G, a geração seguinte de telefonia móvel, a ser lançada em 2020, provavelmente terão meios de se conectarem a uma Estação Rádio Base (ERB) mais próxima, seja de celular ou de Wi-Fi.

Na startup americana FreedomPop o serviço básico de 200 minutos de mensagens de voz, 500 minutos de textos e 500 megabytes de dados é gratuito. Talvez essa seja a tendência do futuro: o serviço básico não terá custo para os usuários e a empresa irá lucrar com a venda de serviços extras.

Fontes:
The Economist-Change is in the air

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