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Caracas x Bogotá

Tensão entre Colômbia e Venezuela se agrava e ministros antecipam reunião

Maduro estende por prazo indeterminado o fechamento de fronteiras e acusa ex-presidente colombiano de sabotar regime chavista

Os governos de Colômbia e Venezuela decidiram antecipar para a próxima quarta-feira, 26, o encontro entre as ministras das Relações Exteriores venezuelana e Delcy Rodrigues e sua colega colombiana, a ministra María Ángela Holguín.

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A reunião entre as ministras estava prevista para o dia 14 de setembro, mas foi antecipada por conta do agravamento da tensão entre Colômbia e Venezuela. Segundo fontes venezuelanas, a antecipação do encontro foi feita a pedido do presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

A crise entre os dois países se iniciou na semana passada, quando a Venezuela fechou a fronteira que separa o estado venezuelano de Táchira e o estado colombiano de Norte Santander. A região é usada por contrabandistas que desviam para a Colômbia produtos venezuelanos que recebem o subsídio do governo.

Na última quarta-feira, 19, quatro agentes do governo venezuelano que investigavam o contrabando na região foram atacados a tiros por contrabandistas. Dois seguem internados em estado grave. Após o atentado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fechou a fronteira da região por 72 horas, prazo que depois foi estendido por tempo indeterminado.

Maduro acusa os contrabandistas a colombianos de agir a serviço da extrema-direita colombiana para sabotar o governo de Caracas, desviando mercadorias em pleno momento em que a Venezuela enfrenta uma forte crise de abastecimento. A intenção, segundo ele, seria enfraquecer o regime chavista próximo à eleição parlamentar de 6 de dezembro, na qual o chavismo está ameaçado de derrota pela primeira vez desde 1999.

Em um discurso na TV estatal venezuelana, feito no último sábado, 22, Maduro acusou o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe de estar por trás dos ataques. “Que fique bem claro: a responsabilidades pelas ações terroristas contra o Estado e o povo venezuelano na fronteira é do chefe dos paramilitares da Colômbia e sócio das organizações de ultradireita nacional, o terrorista assassino Álvaro Uribe Velez”.

Uribe governou a Colômbia de 2002 a 2010. Durante seu mandato a reação do país com a Venezuela, então comandada por Hugo Chávez, foi marcada por tensões que culminaram no rompimento de relações em 2008, após o exército colombiano realizar um ataque no território do Equador que matou o número dois das Farc, Raúl Reyes.

Na época, Chávez fez duras críticas a Uribe e acusou a Colômbia de violar a soberania do Equador. Os dois países somente retomaram o discurso em 2010, quando Uribe terminou seu segundo mandato e Santos assumiu a presidência colombiana.

Fontes:
Estadão-Crise entre Venezuela e Colômbia se agrava e governos antecipam reunião

1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    A chamada Operação Fênix – que matou Raul Reyes – ainda é cercada de muito sigilo: o pouco que se sabe indica que uma ligação de celular entre Reyes e Hugo Chaves permitiu que a vigilância do Esquadrão Guardião, sediado na Base Aérea de Anápolis e que opera R-99, identifica-se o local para os colombianos. Sim, o Brasil participou da operação.
    Assim como participou do resgate da Ingrid Betancourt, porque o helicóptero francês, decolado da Guiana Francesa, precisou fazer uma escala técnica não autorizada no Brasil. Uma pane, ou foi surpreendido pela Defesa Aérea.

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