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Estado de Israel

Terrorismo foi fundamental para a criação de Israel

Livro descreve como soldados anônimos das milícias judaicas clandestinas fizeram uma campanha de terror para pressionar a criação de Israel

Terrorismo foi fundamental para a criação de Israel
Bruce Hoffman, autor do livro, mantém uma admiração velada pelos milicianos judeus (Reprodução/Internet)

Bruce Hoffman, que trabalhou para a CIA e para as tropas americanas em Bagdá, e fundou o Handa Centre for the Study of Terrorism and Political Violence na Universidade de St. Andrews, descreve em seu novo livro Anonymous Soldiers: The Struggle for Israel, 1917-1947, por que o terrorismo foi fundamental na criação do Estado de Israel.

Durante dez anos os soldados anônimos das milícias judaicas clandestinas realizaram uma campanha de terror para pressionar a criação de Israel, com o alvo inicial nos árabes, depois nas tropas britânicas e, mais uma vez, nos árabes. Nessa luta, na qual alguns militantes árabes eram saqueadores atávicos, que queriam “matar o maior número possível de judeus”, Hoffman mantém uma admiração velada pelos milicianos judeus, cujos planos de desestabilizar os 25 anos de ocupação da Grã-Bretanha na Palestina, foram um “triunfo inquestionável” e um trabalho “brilhante em sua simplicidade”.

Exaurida pela Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha perdera o entusiasmo, o dinheiro e a vontade de lutar. Mas como oposição às milícias judaicas os 100 mil soldados ingleses na Palestina transformaram o centro de Jerusalém em uma cidadela cercada de arame farpado, com toque de recolher, postos de controle de documentos e uma política de forte tendência antissemita. No entanto, surpreenderam-se com a reação do apoio dos Estados Unidos ao movimento sionista. A esposa do presidente Roosevelt, Eleanor, conseguiu angariar fundos para o Irgun, uma organização paramilitar sionista, com a renda de uma peça beneficente na Broadway. E, assim a peça,estrelada por Marlon Brando, comemorou a “nova linguagem judaica” de balas e não de preces.

Porém, apesar da pesquisa minuciosa do período turbulento que antecedeu à criação de Israel, o autor não estendeu seu relato à análise final do legado dos movimentos terroristas, tão importante para a compreensão dos acontecimentos atuais na região do Oriente Médio. Hoffman menciona apenas que Begin e o líder do Lehi, Yitzhak Yezernitzky (mais tarde Shamir), exerceram o cargo de primeiro-ministro em Israel. E faz uma breve referência ao chefe de operações do Irgun, cuja filha, Tzipi Livni, foi ministra de Relações Exteriores.

Fontes:
Economist-Long, long road

3 Opiniões

  1. Vradimir disse:

    Os terroristas antissemitas estão em Israel e no sionismo internacional. Nos últimos dias surgiram notícias que revelam o desespero das lideranças sionistas em manter o seu poder intimidatório através da censura na internet e insultos de “antissemitismo” a indivíduos que denunciam os crimes cometidos pelo regime de Israel e do movimento sionista internacional. Fonte: Os verdadeiros antissemitas são os sionistas ashkenazis do Cáucaso, que são descendentes de kazares convertidos ao judaísmo em massa por ordem do imperador do reino da Kazária no século 1.

    https://caminhoalternativo.wordpress.com/2015/05/21/os-terroristas-antissemitas-estao-em-israel-e-no-sionismo-internacional/

    Carta de Albert Einstein alertando para o fascismo sionista em Israel. Palestina – Resistir – [Albert Einstein] Carta enviada ao New York Times em 1948 em protesto contra a visita de Menachem Begin.

    Universidade de Harvard, 4 de dezembro de 1948

    Cartas ao Editor
    New York Times

    4 de dezembro de 1948 Fonte: http://www.diarioliberdade.org/mundo/direitos-nacionais-e-imperialismo/55182-carta-de-albert-einstein-alertando-para-o-fascismo-sionista-em-israel.html

    PALESTINA SOMOS TODOS. Infraganti Apartheid sionista. Capítulo 4. Infraganti convida você para capturar guerras, DE iSRAEL a segregação sionista e sua política de expansão, roubando território Estado palestino.

    O filósofo venezuelano e jornalista Miguel Angel Perez Pirela.

    https://www.youtube.com/watch?v=2etNknn7x9E&feature=youtu.be

  2. jayme endebo disse:

    E afinal o que os britanicos tinham que se meter no oriente médio e mais precisamente na palestina? quem deu poderes e moral para ocupar aquela área, nomear reis, instalar postos militares etc?
    Os sionistas pagaram fortunas aos ingleses tal qual fizeram aos turcos otomanos pela compra de terras que por direito eram suas e a mensagem que se dá aos bandidos do poder é bem clara – ARMAS.
    Já foram tarde só fizeram besteiras no oriente médio junto com os franceses e até os dias de hoje sangue inocente inunda aquelas terras que um dia serão demarcadas quando as armas silenciarem.

  3. Roberto1776 disse:

    Interessante a simpatia inglesa pelos povos de língua árabe. Talvez porque os alemães sempre tiveram boas relações com os turcos, inimigos antigos dos povos de língua árabe e a Alemanha e a Inglaterra, embora com o mesmíssimo DNA, sempre competiram violentamente entre si. Vide primeira guerra mundial, detonada por um terrorista muçulmano, Gavrilo Princip, em Sarajevo. Os muçulmanos estão em todas!
    Detalhe importante: a palavra ÁRABE não representa uma nacionalidade. Não existe um país chamada ARÁBIA. O que existe é a Arábia Saudita, cujos cidadãos são SAUDITAS.
    Infelizmente, hoje, o adjetivo e substantivo ÁRABE é sinônimo de Maometano, Islamita ou Muçulmano, o que é incorreto, pois existem povos que falam árabe e não tem nenhuma simpatia pelo islamismo, religião extremamente beligerante e dona absoluta da “verdade”.

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