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TRAGÉDIA FRANCESA

Terrorista e carro são identificados em Paris

No último sábado, 14, o Estado Islâmico (Isis) assumiu a série ataques, que foi considerada a pior da história recente francesa

Terrorista e carro são identificados em Paris
Um dos estabelecimentos atacados em Paris (Foto: Elizabeth Koechlin Bertrand/ Fotos Públicas)

Autoridades francesas identificaram um dos três terroristas que participou do ataque à boate Bataclan, na série de atentados que ocorreu em Paris, na última sexta-feira, 13. O terrorista, segundo as autoridades, era Ismael Omar Mostefai, nascido na capital francesa. Com 29 anos e origem argelina, ele era conhecido pelo serviço de Inteligência francesa desde 2010 por ligações com radicais islâmicos. A polícia francesa deteve alguns parentes do terrorista para interrogatório. Um dos veículos utilizados durante os ataques contra dois restaurantes também foi encontrado no subúrbio de Paris. O carro tinha armas em seu interior.

No último sábado, 14, o Estado Islâmico (Isis) assumiu a série ataques, que foi considerada a pior da história recente francesa. Em comunicado, o Isis afirmou que os ataques foram “cuidadosamente planejados”.

Repercussão mundial

A série de ataques comoveu pessoas ao redor do mundo e uma série de autoridades mostrou apoio à França. A presidente brasileira Dilma Rousseff enviou uma carta de solidariedade ao presidente francês, François Hollande, de acordo com o Palácio do Planalto. Na mensagem, Dilma chamou os atentados terroristas de “covardes” e disse que o momento é de “choque e tristeza”.

Em pronunciamento, o presidente americano Barack Obama disse que a situação é “ultrajante” e que os EUA farão o que for possível para ajudar a França. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, escreveu em seu Twitter a mensagem: “Estou chocado pelos eventos em Paris nesta noite. Nossos pensamentos e orações estão com os franceses. Faremos o que for possível para ajudar”. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, disse que seu país trabalhará junto com o governo da França para ajudar na caçada aos terroristas e seus apoiadores envolvidos nos ataques. “Esse ataque visou não somente Paris, mas atacar a todos nós. É por isso que todos nós devemos responder juntos”, disse Merkel.

Entenda o caso

Na última sexta-feira, 13, uma série de atentados em Paris deixou 129 mortos e 352 feridos. Primeiro, uma grande explosão ocorre na entrada D do Stade de France, onde acontecia um amistoso entre França e Alemanha. O presidente francês François Hollande estava no estádio assistindo ao jogo. Depois, clientes do bar Le Carrilon e do restaurante Le Petit Cambodge foram vítimas de tiros de fuzil.

Em seguida, um segundo homem-bomba explode no lado de fora do estádio. Tiros de fuzil causam mais mortes e deixam mais feridos diante do bar A La Bonne Bière, na esquina do Faubourg-du-Temple e da rua de La Fontaine-au-Roi. Novos disparos também acontecem na rua de Charonne. Outro terrorista se explode no Boulevard Voltaire, no restaurante Comptoir Voltaire.

A casa de shows Bataclan é atacada por três homens com armas de guerra que disparam durante um show de rock e fazem reféns. Depois de matarem 89 pessoas, um dos terroristas é morto pela polícia, enquanto outros dois se explodem.

Um novo homem-bomba se explode perto do estádio.

 

Fontes:
O Globo-Carro utilizado em ataques de Paris é encontrado pela polícia em subúrbio
Estado de S.Paulo-Polícia identifica parisiense como autor de ataque no Bataclan
Folha de S.Paulo-Paris sob ataque
G1-Estado Islâmico reivindica ataques em Paris que mataram mais de 129

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6 Opiniões

  1. Brazilino Esperanza disse:

    Bom dia!
    Será que Sua Excelência a Presidente da República, também, poderia se manifestar a respeito do atendado à bomba em São Paulo, em frente ao Consulado Americano, que aleijou um inocente transeunte? O que será que ela pensa sobre o atendado à bomba ao Quartel General do, então, Segundo Exército que matou um jovem de 18 anos que cumpria seu serviço militar obrigatório, Mário Kozel Filho? Fico, também, curioso para saber sua opinião sobre o assassinato, pelas costas, de Henning Albert Boilensen, um empresário brasileiro desarmado, sem nenhuma capacidade de defesa, nas ruas da cidade de São Paulo? Aproveitando a oportunidade seria, igualmente, esclarecedor saber sua opinião sobre o assassinato de Charles Rodney Chandler, em São Paulo, na frente de seu filho de 4 anos e da mulher? Teriam sido esses atentados, também, covardes? Teriam eles, também, causado choque e tristeza no Brasil?

  2. Markut disse:

    Pelo visto, o portentoso poderio bélico do mundo ocidental não consegue refrear a barbárie instalada nesse mundo medieval.
    Um assustador desafio histórico desse califado medieval,mas que se utiliza do mesmo poderoso arsenal bélico e de informação,suprido,ao seu inimigo, pelo mundo “civilizado”, por meios e canais altamente discutíveis.
    Mais assustador ainda é o fascínio da barbárie sobre parte da juventude do mundo “civilizado”.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    SE O ESTADO ISLÂMICO ASSUMIU , ENTÃO QUE OS FRANCESES, ALEMÃS E TODOS OS PAÍSES ATAQUEM EM SÉRIE O REFERIDO ESTADO E MATEM TAMBÉM A ESMO. QUEM COM FERRO FERE TAMBÉM DEVE SER FERIDO. ASSIM FOI DITO E ASSIM ESTA ESCRITO

  4. ney disse:

    A rede globo, o globo, ou qualquer outra mídia ligada ao sistema globo não traz informação verdadeira, somente contra informação.

  5. ney disse:

    Isso é o que a mídia internacional diz.

    Essa cortina de ferro Brasileira (tv) não fez tanta alarde quando o avião russo caiu.

  6. helo disse:

    Organizações islâmicas radicais deveriam ser combatidas dentro e fora do islamismo, unindo e nunca dividindo forças. Um trabalho sem fuzis também é urgente. Estão assustados e sofrem cidadãos comuns no mundo ocidental e oriental, centenas de migrantes e muçulmanos-não radicais alvos de desconfiança. Se 5 mil franceses muçulmanos migram para o Isla, é urgente entender para cuidar melhor, o que desencanta e motiva esses jovens a abandonar seu país de nascimento, família, conforto social, bons serviços sociais, educação e saúde para adotar idéias e práticas tão intolerantes, primitivas e violentas.

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