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Think-tanks: o que são, o que fazem e por que estão ameaçados?

Os grandes institutos especializados em tudo sofreram uma queda nos últimos 30 anos. Entenda os motivos

Think-tanks: o que são, o que fazem e por que estão ameaçados?
O que são, exatamente, estas instituições misteriosas, que desenvolvem relatórios sobre os mais diversos assuntos? (Foto: Wikimedia)

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Há várias publicações explicando o que é um “think-tank”. Citações, fatos intrigantes e novas políticas inovadoras são atribuídas aos misteriosos “centros de conhecimento”. O que são, exatamente, essas instituições, que desenvolvem relatórios que cobrem do Brexit à vida dos texugos?

O nome think-tank tornou-se popular nos anos 1950, quando já havia algumas dessas organizações espalhadas pelo mundo. Muitos dos centros mais importantes dos EUA, incluindo o Instituto Brookings e a Fundação Carnegie Pela Paz Internacional, foram fundados no início do século XX, por dois motivos: governos estavam se expandindo, o que exigia uma grande quantidade de conhecimento político; e a criação dos canais de notícias 24 horas, que criou um enorme apetite por especialistas disponíveis a serem entrevistados. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia estimam que hoje já existam 6.846 think-tanks ao redor do mundo.

Think-tanks têm o objetivo de prover informações que não são dadas por estudos acadêmicos e políticos. Estudiosos acadêmicos produzem estudos detalhados e precisos, mas de forma muito lenta. Jornalistas são rápidos na publicação de fatos históricos, mas falta precisão. Um bom think-tank ajuda o processo de elaboração de políticas ao publicar relatórios que são tão rigorosos quanto pesquisas acadêmicas e acessíveis como o jornalismo.

Mesmo assim, o mundo parece ter atingido o seu número limites de think-tanks. Pesquisadores da Pensilvânia analisaram que, em 2014, o número de novos centros caiu pela primeira vez em 30 anos. Um motivo é que investidores hoje em dia preferem aplicar seu dinheiro em estudos de projetos específicos, e não em um instituto que estuda tudo, sem especialidade. Outra razão é o crescimento na competição. Consultores profissionais publicam uma boa quantidade de estudos e pesquisas, e membros de “organizações de defesa” são entrevistados mais interessantes do que funcionários de think-tanks.

Fontes:
The Economist-What do think-tanks do?

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