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ASSASSINATO POLÍTICO

Toda força policial de uma cidade é presa no México

Agentes da cidade rural de Ocampo são presos por suspeita de envolvimento em execução de candidato às eleições deste ano, as mais sangrentas da história moderna do México

Toda força policial de uma cidade é presa no México
Agentes são suspeitos de ligação com a morte de candidato a prefeito local (Foto: Agencia Red 113)

A força policial inteira de uma cidade rural do México foi presa no último domingo, 24, por suspeita de envolvimento na morte de um candidato a prefeito local. As informações são do jornal Independent.

Fernando Angeles Juarez, um parlamentar de esquerda do Partido de la Revolución Democrática (PRD), era candidato à Prefeitura de Ocampo, um município de cerca de 25 mil habitantes do estado de Michoacán, localizado a 150 km da Cidade do México.

Juarez foi morto a tiros na última quinta-feira, 21, se tornando o 18º candidato às eleições assassinado no país. O PRD divulgou uma nota oficial alertando sobre o assassinato e pedindo por proteção do governo aos parlamentares que disputarão as eleições deste ano, previstas para o dia 1º de julho.

Segundo noticiou a rede BBC, investigações locais apontaram o envolvimento do secretário de segurança pública de Ocampo, Oscar Gonzalez Garcia, no assassinato. No último sábado, 23, o Departamento de Assuntos Interiores do México acionou agentes da polícia federal do país para realizar a prisão de Garcia. Porém, forças policiais de Ocampo impediram os agentes de cumprir o mandado. No domingo, os agentes federais retornaram com reforços e prenderam Garcia e todos os 28 agentes que compunham a força policial de Ocampo.

O governo divulgou uma nota afirmando que a investigação que resultou nas prisões trata de potenciais violações do código de conduta policial, sem dar mais detalhes sobre o inquérito.

As eleições deste ano são consideradas as mais sangrentas da história recente do México. Elas decidirão cargos nas esferas federal, estadual e municipal. Além dos 18 candidatos mortos, outros postulantes ao pleito foram assassinados antes mesmo de oficializarem suas candidaturas.

As mortes são promovidas por organizações criminosas que tentam influenciar o cenário pós-eleitoral do país. Em sua campanha de terror e violência, tais grupos também miram ativistas que defendem os direitos humanos e os direitos das populações em pequenas cidades.

 

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